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Justiça Militar condena tenente do Exército a 63 anos por morte de três jovens no Rio
Foto: Divulgação

Militar foi responsabilizado por entregar moradores do Morro da Providência a uma facção rival durante operação realizada em 2008.

A Justiça Militar condenou, nesta sexta-feira (21), o tenente do Exército Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade a 63 anos de prisão pela morte de três jovens moradores do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Especial de Justiça do Exército.

 

O militar recebeu pena de 21 anos por cada um dos três homicídios, todos considerados triplamente qualificados. A sentença estabelece o regime inicial fechado.

 

Segundo o julgamento, Ghidetti conduziu Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, de 19 anos, David Wilson Florenço da Silva, de 24, e Marcos Paulo Rodrigues Campos, de 17, até o Morro da Mineira, comunidade dominada por uma facção rival à que atuava no Morro da Providência.

 

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De acordo com o processo, os três jovens foram torturados, executados com 46 disparos e encontrados com sinais de crueldade e amarras nos punhos.

 

A Justiça Militar concluiu que o tenente tinha conhecimento da rivalidade entre as facções da região e, mesmo assim, decidiu levar os jovens até a comunidade rival. Conforme os autos, ele também teria recebido uma ordem para libertá-los, mas não cumpriu a determinação.

 

Durante o interrogatório, o militar afirmou que acreditava que os jovens sofreriam apenas uma intimidação e que não imaginava que seriam mortos. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pelos julgadores.

 

CASO OCORREU DURANTE OPERAÇÃO EM 2008

 

O crime aconteceu em 14 de junho de 2008, durante uma operação do Exército no Morro da Providência. Os três jovens haviam sido abordados por militares após um suposto desacato e, em seguida, colocados em uma viatura e levados até a comunidade rival, onde acabaram assassinados.

 

O processo se estendeu por 18 anos, passando da Justiça Federal para a Justiça Militar. Em março de 2025, o Superior Tribunal Militar determinou o prosseguimento da ação, que culminou na condenação do oficial.

 

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Apesar da sentença, Vinicius Ghidetti poderá recorrer em liberdade, já que a Justiça entendeu que, neste momento, não há elementos que justifiquem a decretação da prisão preventiva. 

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