Os agentes responderão por crimes como invasão de domicílio, furto de bens de moradores (incluindo comida), recusa de obediência e obstrução do registro das ações
Um ano após a operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a Justiça Militar recebeu denúncias contra oito policiais militares suspeitos de cometer irregularidades durante a ação realizada em outubro de 2025. O caso é investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
As denúncias foram apresentadas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), do MPRJ, e envolvem suspeitas de invasão de domicílio, furto e recusa de obediência militar. Os agentes poderão responder judicialmente pelas condutas descritas nas acusações, que ainda serão analisadas no decorrer do processo.
Uma das denúncias aponta que cinco policiais teriam retirado as câmeras operacionais portáteis de suas fardas durante a operação, contrariando ordens superiores. Os equipamentos são utilizados para registrar a atuação dos agentes e podem contribuir para esclarecer circunstâncias de ocorrências durante ações policiais.
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As investigações também apuram possíveis irregularidades relacionadas à entrada em residências e à retirada de bens durante a operação. O Ministério Público vem analisando milhares de horas de gravações das câmeras corporais para reunir elementos que ajudem a esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.
A Operação Contenção foi realizada em 28 de outubro de 2025, com o objetivo de combater a atuação do Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão. A ação deixou 122 mortos, entre eles cinco policiais civis e militares, e ficou marcada pela dimensão da violência registrada durante a ofensiva.
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Com o recebimento das novas denúncias, o total de policiais militares denunciados por supostas irregularidades relacionadas à operação chegou a 17, em seis denúncias apresentadas pelo Ministério Público. Os processos deverão apurar a participação de cada agente nos fatos investigados, respeitando o direito de defesa e a presunção de inocência.