Juíza concluiu que não houve intenção de matar durante operação policial e determinou que o caso seja analisado pela Justiça comum.
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, após concluir que não existem provas suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada em sua residência.
A decisão, assinada pela juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal, na última sexta-feira (31), desclassificou a principal acusação que motivava a prisão do artista. Segundo a magistrada, as provas reunidas ao longo da investigação não demonstraram que Oruam tenha agido com intenção de matar os agentes envolvidos na ação policial.
A denúncia afirmava que o rapper teria arremessado uma pedra de aproximadamente 4,85 quilos contra policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que cumpriam um mandado de busca e apreensão em sua residência para localizar um adolescente conhecido como "Menor Piu".
Veja também
.jpg)
Thiago, da dupla Thaeme & Thiago, se casa em São Paulo e noiva surpreende com vestido versátil
Virginia aposta em penteado inspirado nos anos 2000 para festa de Vini Jr.
No entanto, a perícia apontou inconsistências nessa versão. O laudo técnico revelou que a pedra foi encontrada em uma jardineira próxima à fachada do imóvel, em posição incompatível com um lançamento feito da sacada da casa. Durante o processo, o próprio perito admitiu que não era possível afirmar se o objeto fazia parte da ocorrência ou se já estava no local antes da operação.
A magistrada também destacou que imagens e depoimentos indicam que os objetos efetivamente arremessados eram pedras menores, pesando entre 130 e 282 gramas, que causaram apenas escoriações e hematomas nos policiais.
Para a juíza, os elementos do processo demonstram que a intenção era impedir o avanço da equipe policial, e não provocar a morte dos agentes. Com esse entendimento, a acusação foi desclassificada para lesão corporal leve, além de outros delitos como resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio.
Diante da mudança na tipificação dos crimes, a magistrada entendeu que a prisão preventiva deixou de atender aos requisitos legais, já que as infrações remanescentes possuem penas inferiores ao limite que normalmente autoriza esse tipo de prisão cautelar.
Mesmo com a revogação da prisão, Oruam continuará submetido a medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão o comparecimento periódico em juízo, a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas consideradas de risco, a proibição de manter contato com corréus e com o adolescente conhecido como "Menor Piu", além do recolhimento domiciliar durante o período noturno e da restrição para deixar a comarca sem autorização judicial.
A decisão também absolveu sumariamente Willyam Matheus, Pablo Ricardo e Victor Hugo da acusação de tentativa de homicídio. Segundo a juíza, imagens e depoimentos comprovaram que os três estavam sendo revistados por policiais no momento em que os objetos foram lançados do andar superior da residência, afastando qualquer participação direta na ação.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar da absolvição nesse ponto, as medidas cautelares impostas aos três permanecem válidas. O processo será encaminhado à Justiça comum, que decidirá sobre a manutenção ou eventual alteração das restrições impostas aos investigados.