O rapper incentivou o acesso ao site da própria marca com um anúncio local durante o jogo anual do campeonato da NFL
Na noite desse domingo (9/2), durante o intervalo do Super Bowl, o rapper Ye, anteriormente conhecido como Kanye West, chamou atenção ao exibir um comercial improvisado para direcionar os espectadores ao site oficial da própria marca, a Yeezy, no qual estavam à venda camisetas com uma suástica nazista estampada. A polêmica gerou uma onda de repúdio e reascendeu discussões sobre as posturas controversas do artista.
Após declarações nazistas no X (antigo Twitter), Kanye West divulgou um único produto da Yeezy neste fim de semana: uma camiseta branca com uma suástica nazista, à venda por US$ 20.
O rapper promoveu a venda com um comercial local durante o intervalo do Super Bowl sem citar qual produto estava disponível no site.
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A conta de Ye na plataforma X, na qual ele acumulava 33 milhões de seguidores, foi retirada do ar nesta segunda-feira (10/2). Ainda não está claro se a remoção foi feita pelo próprio artista ou se se tratou de uma suspensão.
O polêmico comercial, exibido na região de Los Angeles, nos Estados Unidos, segundo relatos locais, mostrava Ye sentado em um consultório odontológico, aparentemente passando por um tratamento. Em tom descontraído, ele afirmou ter gasto todo o dinheiro do anúncio em um novo conjunto de dentes e, por isso, precisou filmar o comercial com um iPhone.
No vídeo, ele convida os espectadores a acessarem o site yeezy.com, sem mencionar os produtos disponíveis. Ao entrar na página, os visitantes se surpreenderam com camisetas brancas estampadas com uma suástica nazista preta, vendidas por US$ 20 e identificadas pelo código “HH-01”.
Apesar da venda das camisetas terem começado nesse domingo, Ye havia declarado em uma postagem na rede social X (antigo Twitter) que nunca venderia um produto com o símbolo nazista:
“Eu nunca venderia uma camiseta com suástica porque as pessoas podem se machucar fisicamente ao usá-la… Amo meus fãs e apoiadores”, escreveu nesse sábado (8/2).
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Jonathan Greenblatt, CEO da Liga Antidifamação (ADL), uma organização não governamental judaica internacional com sede nos Estados Unidos, classificou as declarações e atitudes do artista como “uma demonstração flagrante de antissemitismo, racismo e misoginia”. A ADL também reforçou a gravidade da utilização de símbolos nazistas em produtos comerciais.
Fonte: Metrópoles