A candidata de direita Keiko Fujimori alcançou uma vantagem considerada irreversível na apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Com mais de 99,8% das urnas contabilizadas até a manhã desta quarta-feira (24), ela aparecia com 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% do candidato de esquerda Roberto Sánchez.
Segundo os dados divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Fujimori somava cerca de 9,2 milhões de votos, mantendo uma diferença superior a 43 mil votos sobre o adversário. Restavam aproximadamente 40 mil votos a serem contabilizados, número insuficiente para reverter o resultado.
A vantagem decisiva foi consolidada durante a madrugada, quando a candidata atingiu um percentual que matematicamente tornou impossível uma virada de Sánchez, mesmo que ele recebesse todos os votos restantes.
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Apesar do cenário favorável a Fujimori, a confirmação oficial do resultado ainda deve levar alguns dias. O sistema eleitoral peruano é conhecido pela lentidão na apuração, resultado de fatores como o uso de cédulas de papel, a existência de zonas eleitorais remotas, a contagem dos votos de peruanos residentes no exterior e a pequena diferença entre os candidatos
O ONPE informou que aguarda o envio de resoluções relacionadas a atas eleitorais que estão sob análise do Jurado Nacional de Eleições (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país. Somente após a conclusão desse processo será possível finalizar a contagem oficial dos votos.
De acordo com o jornal peruano El Comercio, os membros do JNE realizam audiências para analisar cada uma das atas contestadas antes de encaminhá-las ao ONPE. O órgão programou sessões até esta sexta-feira (26), enquanto algumas atas ainda aguardam definição de data para análise.
A expectativa é que os resultados oficiais sejam encaminhados ao ONPE até o dia 7 de julho. Já a entrega das credenciais ao próximo presidente do Peru deve ocorrer em 15 de julho.
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Mesmo sem a proclamação oficial do resultado, os números apontam Keiko Fujimori como a próxima presidente peruana após uma disputa marcada pelo equilíbrio entre os candidatos e pela demora na apuração dos votos.