Esta foi sua quarta candidatura ao Executivo do país e a primeira vez em que ela não terminou em segundo lugar no pleito. Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, venceu eleição por uma pequena margem de votos e tem adotado tom conciliatório nos discu
Keiko Fujimori tomou posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru, tornando-se a primeira mulher eleita pelo voto popular para comandar o país. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela venceu a eleição de 2026 por uma margem apertada sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez, encerrando sua quarta tentativa de chegar ao cargo mais alto da política peruana.
A cerimônia de posse ocorreu no Congresso peruano e marcou o retorno do fujimorismo ao poder após mais de duas décadas. Em seu discurso, Keiko prometeu trabalhar por um Peru "seguro, próspero e unido", destacando o combate à criminalidade, o fortalecimento da economia e a redução das desigualdades como prioridades de seu governo.
A nova presidente assume o comando de um país que enfrentou forte instabilidade política na última década, período em que o Peru teve sucessivas trocas de presidentes e crises institucionais. Apesar de contar com apoio de aliados no Congresso, Keiko herdará um cenário de polarização política, protestos de grupos contrários ao seu governo e desafios econômicos relacionados à segurança pública e aos efeitos de eventos climáticos.
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Antes mesmo da posse, Fujimori anunciou nomes importantes de sua equipe ministerial. Luis Galarreta assumirá o cargo de primeiro-ministro, Elmer Cuba comandará o Ministério da Economia e Carlos Espá ficará responsável pelas Relações Exteriores. A composição do restante do gabinete deve ser divulgada nos próximos dias.
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A cerimônia reuniu autoridades de diversos países, entre elas o rei Felipe VI, da Espanha, além de presidentes e representantes de nações latino-americanas. A expectativa é de que o novo governo busque estreitar relações com os Estados Unidos e recuperar a estabilidade política do Peru após anos de turbulência institucional.