Justiça já havia condenado influenciadora por danos morais; agora, atriz busca responsabilização por repercussão contínua dos posts ofensivos. As informações são do jornalista Ricardo Feltrin
A atriz Klara Castanho voltou a acionar judicialmente a influenciadora Antônia Fontenelle. Desta vez, Castanho pede que todos os posts feitos por Fontenelle em que ela cita, direta ou indiretamente, o estupro que resultou em uma gravidez sejam excluídos das redes. A nova ação também solicita a aplicação de uma multa retroativa, estimada em R$ 5 milhões, pelo descumprimento contínuo de decisões judiciais.
As informações são do jornalista Ricardo Feltrin. Segundo ele, o novo processo busca responsabilizar Fontenelle pelos impactos prolongados da exposição indevida que forçou Klara a tornar pública, em 2022, a violência sexual que havia sofrido. À época, a atriz revelou que optou pela doação legal e sigilosa do bebê, procedimento garantido por lei.
Em junho de 2022, durante uma live, Antônia Fontenelle mencionou que uma “atriz global de 21 anos” teria engravidado e entregado o bebê à adoção, sugerindo abandono. A descrição era suficientemente detalhada para levar o público a identificar Klara Castanho.
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A atriz, até então em silêncio, divulgou uma carta aberta nas redes sociais explicando que havia sido vítima de estupro e que tomou todas as providências legais no caso da gravidez e da entrega do bebê para adoção.
“Fui exposta e forçada a trazer a público a coisa mais difícil da minha vida”, escreveu Klara, que foi acolhida por uma onda de solidariedade na internet — mas também teve que lidar com ataques e julgamentos.
No ano seguinte, em junho de 2023, Klara Castanho obteve decisão favorável na 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca (RJ), com condenação de Fontenelle ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais. A sentença reconheceu que a influenciadora invadiu a privacidade da atriz e violou sua dignidade.
Mesmo após a condenação, algumas postagens ofensivas não foram removidas, o que motivou a manutenção de multa diária por descumprimento de ordem judicial. A defesa de Fontenelle recorreu da decisão, alegando “obscuridades e contradições” no processo.
O caso também avançou na esfera criminal. Em agosto de 2024, Antônia Fontenelle foi condenada a três anos e três meses de prisão em regime semiaberto por difamação. A decisão, ainda não transitada em julgado, levou em consideração a reincidência e o que a juíza classificou como “personalidade voltada para práticas criminosas”, conforme noticiado pelo Correio Braziliense.
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A youtuber Dri Paz, que também comentou o caso nas redes sociais, recebeu pena de um ano e seis meses em regime aberto, além de multa de cerca de R$ 70,6 mil e prestação de serviços comunitários. Ambas as rés recorreram da decisão.
Fonte: O Globo