Necropsia indica que único tiro atravessou a cabeça de Larissa da Cruz Morata de trás para frente; polícia ainda investiga se houve suicídio ou participação de outra pessoa.
O laudo necroscópico de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, apontou que a técnica em radiologia morreu em decorrência de um traumatismo craniano provocado por disparo de arma de fogo. O exame também detalhou o percurso do único projétil que atingiu a vítima.
Segundo informações confirmadas por fontes que acompanham o caso, a bala entrou pela lateral esquerda da cabeça de Larissa e saiu pela lateral direita, em uma região um pouco mais elevada do crânio. O documento aponta que o disparo percorreu o corpo “de trás para frente e da esquerda para direita”.
O projétil não foi encontrado depois de atravessar a cabeça da vítima. A necropsia registra ainda que Larissa foi atingida por apenas um disparo.
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Durante o exame, os peritos também identificaram múltiplas manchas roxas em diferentes partes do corpo da técnica em radiologia. As marcas foram observadas na mão, no dorso do pé, no joelho e na perna.
Outro elemento descrito no laudo foi a presença de diversos fios de cabelo soltos presos à calça de Larissa. Segundo o documento, não havia manchas de sangue associadas aos fios.
Os peritos também foram questionados sobre a possibilidade de a vítima ter sido submetida a algum meio cruel antes da morte. O exame não apontou sinais compatíveis com asfixia, tortura, envenenamento ou utilização de fogo.
Larissa foi encontrada morta no banheiro da residência onde morava com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, no domingo (6/9).
A arma funcional do policial foi localizada sob o corpo da vítima. Vinícius acabou preso no dia seguinte, durante o velório de Larissa, e permanece no Presídio Militar Romão Gomes.
Investigação continua
A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias da morte. Entre as hipóteses investigadas estão a possibilidade de suicídio ou a participação de outra pessoa no disparo que matou Larissa.
O laudo toxicológico, que poderá fornecer informações adicionais sobre o estado da vítima antes da morte, ainda não foi concluído.
A defesa de Vinícius afirmou que o advogado Roberto Montanari ainda não teve acesso ao laudo necroscópico e, por isso, não poderia comentar as conclusões apresentadas no documento.
O defensor também informou que aguarda o resultado da perícia residuográfica. Na avaliação dele, esse exame será fundamental para o andamento da investigação.
A análise deverá verificar a eventual presença de resíduos de pólvora nas mãos de Larissa e do soldado. O resultado poderá ajudar os investigadores a esclarecer se houve contato com a arma e contribuir para a reconstrução da dinâmica da morte.
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Até o momento, o caso é tratado pela Polícia Civil como morte suspeita. As autoridades continuam reunindo provas periciais e demais elementos para determinar exatamente como ocorreu o disparo e quem foi responsável pela morte da técnica em radiologia.