Atriz relembrou cobranças para emagrecer no início da carreira e afirmou que só passou a aceitar o próprio corpo após a pandemia
Leandra Leal voltou a falar sobre a pressão estética enfrentada ao longo da carreira e criticou a popularização das canetas emagrecedoras. Em entrevista ao programa Sem Censura, a atriz de 43 anos afirmou que o fenômeno representa um "retrocesso" na forma como as mulheres lidam com o próprio corpo.
Segundo Leandra, durante anos ela conviveu com cobranças para emagrecer antes de iniciar novos trabalhos na televisão e no cinema. "Eu nunca tinha começado nenhum trabalho sem um: 'acho que você tinha que perder uns 5 kg, uns 3 kg'. O tempo inteiro era assim", relembrou.
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A atriz contou que a relação com o próprio corpo começou a mudar durante a pandemia, quando iniciou um processo de autoconhecimento e terapia. Ela afirmou que passou a enxergar o corpo com mais gratidão, entendendo que ele representa sua fonte de vida, prazer e existência.

Leandra Leal (Reprodução/Redes Sociais)
Leandra revelou que foi nesse período que conseguiu, pela primeira vez, permitir-se engordar sem sentir culpa. Segundo a artista, a gravidez do filho Damião, nascido em 2024, também fortaleceu sua autoestima e transformou a forma como passou a enxergar o próprio corpo.
Ao comentar o sucesso das canetas emagrecedoras, a atriz afirmou que a popularização desses medicamentos representa um movimento contrário aos avanços conquistados na discussão sobre aceitação corporal. "É uma pressão. E, agora, com as canetas emagrecedoras, é uma coisa louca. A gente está vivendo um retrocesso", declarou.
Na avaliação da atriz, muitas mulheres ainda são condicionadas a buscar aprovação externa antes de aceitarem a própria aparência. Para ela, essa cobrança constante faz parte de um mecanismo de controle sobre o corpo feminino e dificulta o desenvolvimento da autoestima.
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Ao encerrar a entrevista, Leandra deixou uma mensagem de incentivo para mulheres e meninas que enfrentam esse tipo de pressão. "Desejo que uma mulher goste de si, do corpo que ela tem, da vida que ela tem e do prazer que ela pode ter com esse corpo", concluiu.