O estudante Ocimar Marques da Silva Neto denuncia estar vivendo um verdadeiro cenário de perseguição política e psicológica dentro da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O caso, que já chegou à Justiça Federal e resultou em condenação contra a instituição, envolve acusações de assédio moral, monitoramento constante, difamação pública e violência institucional dentro do ambiente acadêmico.
De acordo com parecer técnico da Comissão Permanente de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da UFAM (CECAM), Ocimar teria sido alvo de perseguições dentro do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET), no município de Itacoatiara, após ser associado a denúncias relacionadas a supostas irregularidades em concurso público para professor da universidade.
O documento aponta que o estudante teria sido constantemente observado nas portas das salas de aula, monitorado durante atividades acadêmicas e submetido a situações que provocaram intenso desgaste emocional.
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Segundo o relatório, a situação atingiu níveis tão graves que Ocimar abandonou disciplinas, precisou deixar temporariamente a cidade de Itacoatiara e passou a conviver com medo constante dentro do ambiente universitário.
Professores ouvidos pela comissão relataram que o estudante apresentava sinais de sofrimento psicológico, isolamento social e receio permanente de sofrer novas represálias.
O caso ganhou ainda mais repercussão quando o nome de Ocimar passou a ser associado publicamente a acusações consideradas graves em canais ligados à própria universidade. A situação foi levada à Justiça Federal, que reconheceu danos à honra, à imagem e à privacidade do estudante, condenando a UFAM ao pagamento de indenização.
Mas, segundo Ocimar Marques da Silva Neto, o problema não terminou com a decisão judicial.
Ele afirma que continua sendo alvo de perseguições, assédio moral e violência política dentro da universidade por possuir posicionamentos políticos diferentes e por denunciar situações que considera irregulares no ambiente acadêmico.
“Hoje continuo sofrendo perseguição, assédio moral e violência política dentro do ambiente acadêmico simplesmente por pensar diferente”, declarou o estudante.
As denúncias vêm provocando repercussão e levantando questionamentos sobre liberdade de expressão, pluralidade de pensamento, abuso de poder e violência psicológica dentro das universidades públicas brasileiras.
O que deveria ser um espaço voltado ao conhecimento, ao debate democrático e à liberdade acadêmica estaria se transformando, segundo as denúncias, em um ambiente marcado pelo medo, pelo silenciamento e pela perseguição ideológica.
Diante da gravidade das acusações, uma pergunta permanece no ar:
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Quantos outros estudantes podem estar enfrentando situações semelhantes em silêncio dentro das universidades públicas do país?
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