Durante evento de comemoração do aniversário do partido, o presidente declarou que 90% dos evangélicos ganham benefícios do governo
Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar, durante as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador (BA), que “90% dos evangélicos ganham benefícios do governo” — comentário que levou à repercussão entre aliados e adversários políticos — o líder da bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reagiu com críticas duras à fala do presidente.
Em suas redes sociais e entrevistas, Sóstenes afirmou que a declaração de Lula revela um desconhecimento do eleitorado evangélico e representa uma visão equivocada sobre o grupo religioso, que é um dos principais segmentos de influência política no país.
Ele defendeu que evangélicos não podem ser tratados, em termos eleitorais, apenas como beneficiários de programas sociais, mas sim como cidadãos com valores e pautas próprios — uma linha de argumento utilizada por membros do PL para reforçar diferenças entre a visão do partido e a do governo federal.
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A reação do líder do PL se insere em um cenário já marcado por tensões contínuas entre o PT e setores da direita, principalmente em relação à forma como a política se aproxima do eleitorado evangélico. Esse grupo tem sido alvo de esforços políticos diversos nos últimos anos, com estratégias tanto do governo quanto da oposição para conquistar apoio em contextos eleitorais e parlamentares.
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A fala de Lula durante o evento do PT buscava destacar a importância de ampliar o diálogo com segmentos religiosos e contrapor narrativas que ferem a relação entre fé e política, mas gerou debate público imediato e críticas por parte de líderes evangélicos alinhados ao PL e a Jair Bolsonaro (PL), que viram no comentário uma forma de instrumentalizar eleitoralmente a religião.