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Lideranças sobem o tom e cobram recursos para ações climáticas
Foto: Reprodução

Em evento oficial pré-COP, no RJ, governantes exigem mais compromissos dos setores público e privado com o financiamento de ações

“Precisamos transformar poesia em verba”. Esta foi uma das primeiras frases do prefeito do Rio de Janeiro (PSD), Eduardo Paes (PSD), ao abrir seu discurso na plenária do Fórum de Líderes Locais, principal evento que reuniu autoridades do mundo inteiro na capital carioca, poucos dias antes da COP30.

 

A cobrança por mais recursos financeiros para os impactos da crise climática dominou este último dia de convenção, que trouxe, para a mesma mesa, além de Paes, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o governador do Pará, Helder Barbalho, e o empresário Dan Ioschpe, nomeado Campeão de Alto Nível da COP 30 .

 

Ficou claro que o financiamento climático para países em desenvolvimento será um dos principais nós que a COP 30 terá que desatar. Isso significa que deverá ficar decidido de onde virão os recursos financeiros públicos, privados, nacionais e internacionais, destinados a apoiar ações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e que ajudem a sociedade a se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. Em outras palavras: quem vai pagar esta conta?

 

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Desde 2009, na COP 15, realizada em Copenhague, os países desenvolvidos prometeram mobilizar US$ 100 bilhões (R$ 536 bilhões) por ano, até 2020, para apoiar a transição climática em países vulneráveis, um compromisso foi reafirmado no Acordo de Paris, de 2015.

 

Porém, países em desenvolvimento afirmam que o dinheiro não chegou e o financiamento climático segue com um dos principais impasses das COPs. Agora, a batata quente sobrou para o Brasil.

 

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Foto: Reprodução

 

“Os compromissos que foram assumidos precisam ser honrados para que a gente não perca credibilidade", observou Marina Silva, em sua fala no Fórum de Líderes.

 

Uma aposta do Brasil para garantir recursos é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado durante a COP30, e fará pagamentos a países que garantam a conservação dessas florestas. No total, mais de 70 países em desenvolvimento com florestas tropicais poderão receber os recursos deste que poderá ser um dos maiores fundos multilaterais já criados no planeta.

 

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“Não é doação, mas uma iniciativa que opera com lógica de mercado, alavancando recursos privados a partir de investimentos diversos. Para cada dólar aportado pelos países, espera-se mobilizar cerca de quatro dólares do setor privado, criando um fundo fiduciário permanente. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro”, explica a ministra Marina Silva. 

 

Fonte: Portal IG

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