Israel escalou tensão no Oriente Médio e bombardeou o Irã nessa quinta-feira (12/6). Irã diz ter “direito legítimo” de responder ao ataque
Líderes de vários países pediram esforços, nesta sexta-feira (13/6), para diminuir as tensões após ao ataque de Israel ao Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
A operação militar lançada contra o “coração” do programa nuclear iraniano durará o tempo que for necessário, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Irã tem o “direito legal e legítimo” de responder aos ataques.
O chanceler alemão Friedrich Merz pediu que Israel e o Irã evitem “qualquer nova escalada” que possa “desestabilizar toda a região”, e destacou “o direito de Israel à autodefesa”, após os ataques israelenses contra instalações nucleares e militares no Irã.
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O líder alemão afirmou ter sido “informado nesta manhã” pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre as operações militares e, em seguida, convocou o gabinete de segurança do governo. Ele condenou o Irã por desrespeitar as decisões tomadas pela comunidade internacional relacionadas ao programa nuclear do país.
De acordo com ele, medidas serão tomadas para proteger os cidadãos alemães no Oriente Médio e reforçar a proteção dos interesses israelenses e judeus na Alemanha, segundo um comunicado.A Alemanha está pronta para usar todos os meios diplomáticos à sua disposição para influenciar as partes em conflito, acrescentou.
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“O objetivo deve continuar sendo impedir que o Irã desenvolva armas nucleares”, insistiu. Ao lado dos Estados Unidos, a Alemanha é um dos principais aliados de Israel, devido à sua responsabilidade histórica pelo extermínio de cerca de 6 milhões de judeus durante o nazismo. Mas Merz ameaçou recentemente o governo de Netanyahu de suspender seu apoio devido à intensificação da ofensiva do exército.
Fonte: O Globo