NOTÍCIAS
Interior em Destaque
Lixão de Iranduba está fora de controle e contamina igarapé, alerta Defensoria Pública
Foto: Reprodução

Iranduba vive uma crise ambiental gravíssima. Uma inspeção técnica realizada nesta sexta-feira (6) no lixão a céu aberto do Ramal do Creuza confirmou o que moradores já denunciavam há anos: a degradação ambiental se agravou, o curso d’água foi contaminado e não há como instalar aterro sanitário no local.

 

A vistoria foi conduzida pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR), Ipaam e Sema, e é resultado direto da mobilização da população rural da cidade. No dia 28 de janeiro, mais de 100 moradores se reuniram em Manaus para denunciar que promessas da Prefeitura de Iranduba não foram cumpridas.

 

Segundo a Defensoria, o lixão continua operando de forma ilegal há décadas, causando impactos graves à natureza e à comunidade local. Um drone mapeou a área nesta sexta, e constatou que o terreno ocupado pelo lixo é muito maior do que na última inspeção, realizada há três anos.

 

Veja também

 

Defensoria Pública do Amazonas fará vistoria e pode interditar lixão no municipio de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus

 

Polícia deflagra operação e cumpre cinco mandados de prisão por tráfico de drogas em Apuí, interior do Amazonas. VEJA VÍDEOS

O defensor Carlos Almeida Filho, da DPEIC, também alertou que o igarapé próximo ao lixão está totalmente assoreado e com água verde, evidência da contaminação ambiental. Ele ainda rebateu as declarações da Prefeitura sobre um suposto aterro sanitário: “Não há viabilidade técnica nem lógica. Para instalar um aterro, seria preciso remover todo o lixo existente, o que é impossível. Qualquer aterro só poderia ser planejado em outro local”, afirmou.

 

 

A Prefeitura ainda anuncia R$ 5 milhões da Caixa Econômica para o lixão, mas, segundo a Sedurb, o dinheiro é para recuperar a área degradada, e não para construir aterro sanitário.

 

O MPT também participou da vistoria e dialogou com os catadores de resíduos, que há anos trabalham em condições precárias. O procurador Rafael Feres destacou que a atuação do órgão busca inclusão socioeconômica, fornecimento de EPIs e reconhecimento do trabalho da categoria, que hoje recebe apenas pela venda do material coletado.

 

Fotos: Reprodução

 

A defensora pública de Iranduba, Camila Campos, reforçou a complexidade do problema: “É urgente uma análise detalhada da engenharia e uma atuação conjunta com órgãos ambientais e de controle para proteger o meio ambiente e a população”, disse.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

A DPE-AM deve consolidar os dados em um relatório técnico que pode gerar ações judiciais emergenciais contra o município, caso nenhuma providência concreta seja tomada. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.