Jonestwon, erguida em selva na Guiana, foi denário de massacre induzido por envenenamento em 1978
O local de um massacre ocorrido em 18 de novembro de 1978, quando mais de 900 seguidores do pastor Jim Jones morreram, foi reaberto como destino turístico.
A empresa Wanderlust Adventures GY, que oferece aos visitantes uma visita ao local do massacre, em selva na Guiana, – como parte de um pacote mais amplo de US$ 750 (cerca de R$ 4 mil) –, alegou que seu objetivo é educar os visitantes sobre "os perigos da manipulação e da autoridade descontrolada".
Após décadas de luta para lidar com o legado de Jonestown, a cidade criada pelo americano, conhecido como o "Pastro do Daibo", o governo da Guiana agora começou a permitir a entrada de turistas no local traumático onde o culto apocalíptico operou no pequeno país sul-americano e ex-colônia da Inglaterra.
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A proprietária da empresa, Roselyn Sewcharran, afirmou que o objetivo da atração turística não é o sensacionalismo, mas sim educar os visitantes sobre "os perigos da manipulação, da autoridade descontrolada e das circunstâncias que levaram a este evento devastador".
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Pastor Jim Jones promoveu suicídio coletivo na Guiana
(Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
"Sempre tive curiosidade sobre questões sociais e seu impacto", disse ela, de acordo com reportagem no "Daily Star". "Havia um desejo genuíno de aprender mais sobre este capítulo significativo do nosso passado", emendou ela, dizendo que não há polêmica com o fato de turistas visitarem locais obscuros como o campo de concentração de Auschwitz e o Coliseu de Roma, palcos de massacres muito maiores.
A INICIATIVA GEROU GRANDE REAÇÃO, COM MUITAS REAÇÕES NEGATIVAS.
Kit Nascimento, 93, porta-voz do governo guianense à época do terrível massacre da seita, criticou a medida. Segundo ele, a reabertura de Jonestown apenas revisa uma imagem que vinha se desvanecendo e passou a rotular o terrível evento como uma tragédia americana que ocorreu em solo guianense.
"Não tem nenhuma consequência para a população atual e não acho que tenhamos a responsabilidade específica de ensinar o mundo sobre seitas", protestou ele.
John Cobb, 66, um dos sobreviventes da terrível tragédia, apelidou a atração turística de "uma forma de lucrar com a tragédia". Ele perdeu 11 parentes para a seita, incluindo sua mãe e cinco de seus irmãos.
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Entrada de Jonestown, na Guiana
(Foto: AFP)
Em 1977, Jones, juntamente com centenas de seguidores, mudou-se para a Guiana para iniciar o que o líder da seita alegava ser uma comunidade inter-racial autossuficiente. Aqueles admitidos na seita eram obrigados a entregar suas economias, passaportes e pertences, e trabalhavam 12 horas por dia, sob vigilância de homens armados.
Após enfrentar acusações de abuso físico e fraude financeira, os EUA iniciaram uma investigação legal contra o pastor e o culto, apelidado de Templo do Povo.
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Steven Sung, técnico de som da NBC News, ferido
a tiros por seguranças de Jim Jones
(Foto: AFP)
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Leo Joseph Ryan Jr., congressista dos EUA
morto por seguranças de Jim Jones
(Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
Depois que vários membros tentaram deixar o culto em 1978, seguranças de Jones abriram fogo contra o grupo, matando três jornalistas, um membro do Templo do Povo e um congressista Leo Joseph Ryan Jr., da Califórnia (EUA), que estava visitando Jonestown após parentes de membros do culto relatarem abusos e "lavagem cerebral".
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Corpos recolhidos após o massacre em Jonetown
(Foto: AFP)
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Após o incidente, presumindo que a morte do congressista americano levaria ao fim inevitável de Jonestown, Jones organizou um suicídio em massa. O pastor ordenou que os seus seguidores, sob ameaça de guardas armados, bebessem ponche com cianeto. Aterrorizados, alguns membros do culto se recusaram e acabaram injetados à força com cianeto por meio de seringas.
Fonte: Extra