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Lucro do FGTS cresce para R$ 14,7 bilhões, mas trabalhadores devem receber fatia menor em 2026
Foto: Guito Moreto

Expectativa é dividir com os trabalhadores em agosto, ao menos, metade do montante. No ano passado, 95% do ganho foram divididos com os cotistas

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou lucro estimado de R$ 14,7 bilhões em 2025, segundo técnicos do governo. Apesar do resultado superior ao do ano anterior, a parcela que será distribuída aos trabalhadores deve ser menor do que a repassada em 2025, quando 95% dos ganhos foram creditados nas contas dos cotistas.

 

A expectativa é que, neste ano, pelo menos metade do lucro seja dividida entre os trabalhadores, com a decisão final sendo tomada pelo Conselho Curador do FGTS ainda neste mês. O depósito deverá ser realizado pela Caixa Econômica Federal até o dia 31 de agosto e será proporcional ao saldo existente nas contas vinculadas em dezembro de 2025.

 

De acordo com integrantes do governo, a redução no percentual distribuído está relacionada às recentes medidas que impactaram o caixa do fundo, como a liberação do saque residual para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e o uso de recursos do FGTS para quitar dívidas por meio do programa Desenrola 2.

 

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A estratégia é reforçar o patrimônio líquido do FGTS, que financia programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e outras políticas públicas. Técnicos avaliam que o fundo precisa manter uma reserva financeira maior diante do crescimento de seus ativos e das novas obrigações assumidas.

 

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Mesmo com a distribuição menor, a remuneração das contas continuará obedecendo à regra que garante, no mínimo, a reposição da inflação, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor creditado ficará incorporado ao saldo do FGTS e só poderá ser sacado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou em casos específicos de doenças graves. 

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