Em conversa reservada com o presidente do PSB, João Campos, na noite de terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a intenção de tentar convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo de São Paulo em 2026.
O encontro, que durou cerca de uma hora no Palácio do Planalto, também trouxe um ponto sensível: Lula não garantiu a permanência de Geraldo Alckmin como vice em uma eventual chapa presidencial para o quarto mandato.
Tanto Haddad quanto Alckmin vêm sendo cogitados como possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, numa estratégia para fortalecer o projeto de reeleição de Lula no maior colégio eleitoral do país. Durante a conversa, porém, João Campos reforçou que a prioridade absoluta do PSB é manter Alckmin na vice-presidência, descartando a ideia de lançá-lo ao governo paulista.
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Lula elogiou o desempenho de Alckmin no governo e destacou a relação direta que mantém com o vice, mas evitou bater o martelo sobre a composição da chapa. Segundo interlocutores, o diálogo foi positivo, mas sem definição concreta.
A indefinição ganhou força após Lula declarar, na semana passada, que Alckmin ainda teria “um trabalho a cumprir em São Paulo”, frase que alimentou especulações sobre uma possível troca na vice.
Nos bastidores, integrantes do PSB avaliam que o presidente pode esticar essa decisão por mais alguns meses. Apesar disso, o partido aposta que Alckmin segue como nome favorito para permanecer na chapa, mesmo diante de movimentações do MDB, que tenta se aproximar do Planalto.
Após o encontro com Lula, João Campos participou de um jantar do PSB em Goiânia, onde comentou com aliados que vê poucas chances de apoio integral do MDB ao presidente, mesmo com eventual oferta da vice. Para ele, o partido teria dificuldade de entregar palanques fortes no Sul e Sudeste.
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Enquanto isso, o PT ainda busca um nome competitivo em São Paulo para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que também deve tentar a reeleição. A articulação mostra que o xadrez político de 2026 já está em movimento — e São Paulo segue como peça-chave no projeto de Lula.