Campanha do presidente deve formalizar nesta quinta-feira a autorização para a quebra de sigilos após senador apresentar 19 exigências
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo com o debate sobre a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O tema passou a ocupar espaço nas campanhas após um desafio feito pelo presidente durante o debate da TV Band, realizado no domingo (18).
Lula propôs que os dois candidatos autorizassem a divulgação de informações financeiras e telefônicas, incluindo dados de familiares, para que a Justiça pudesse analisar os documentos. O presidente afirmou estar disposto a abrir os próprios sigilos, desde que Flávio também aceitasse a mesma condição. A iniciativa foi apresentada como uma forma de esclarecer acusações de corrupção feitas durante a campanha.
Flávio, por sua vez, não aceitou o desafio durante o debate. Na ocasião, afirmou não ter nada a esconder e respondeu com acusações contra o presidente. O episódio passou a ser explorado pela campanha petista como parte da estratégia para os últimos dias antes da votação, marcada para domingo (25).
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Na terça-feira (20), Lula levou a proposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma petição que solicita a abertura dos sigilos dos candidatos e de seus familiares. O pedido prevê a divulgação de dados referentes aos últimos oito anos e inclui informações da primeira-dama, dos filhos e de outros parentes dos dois presidenciáveis. A análise ficou sob responsabilidade do ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE.
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A iniciativa, no entanto, enfrenta obstáculos para produzir efeitos antes da votação, já que a obtenção e a análise dos dados dependem de procedimentos judiciais e da atuação de diferentes órgãos. Enquanto o tema ganha espaço na reta final da campanha, as duas candidaturas intensificam suas estratégias para conquistar eleitores. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, quando os brasileiros escolherão o próximo presidente da República.