Paralisia da OMC aponta necessidade de refundar organização, disse presidente brasileiro na Alemanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e criticou o que classificou como afirmações falsas sobre a produção agrícola brasileira e restrições ao uso de biocombustíveis do país.
Durante declaração, Lula afirmou que o tratado vai além de ganhos comerciais e representa uma oportunidade estratégica de integração econômica entre os blocos. O acordo, assinado em janeiro de 2026 após décadas de negociação, prevê redução de tarifas e ampliação do fluxo de comércio entre os países envolvidos.
O presidente também contestou críticas de setores europeus que apontam riscos ambientais na produção agropecuária brasileira. Segundo ele, há uma narrativa equivocada sobre o setor, que desconsidera avanços em sustentabilidade e controle ambiental no país.
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Outro ponto de tensão citado por Lula envolve barreiras impostas a biocombustíveis brasileiros. O presidente argumentou que medidas desse tipo prejudicam a competitividade do Brasil em energias renováveis e contrariam esforços de cooperação internacional na transição energética.
O acordo entre Mercosul e União Europeia ainda depende de etapas de ratificação nos parlamentos dos países envolvidos para entrar plenamente em vigor. Apesar disso, o governo brasileiro tem intensificado a defesa do tratado diante de resistências políticas e pressões de setores econômicos, especialmente na Europa.
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A fala de Lula ocorre em meio a debates sobre regras ambientais, comércio agrícola e políticas energéticas, temas que seguem como pontos centrais nas negociações e na implementação do acordo.