Petista deu as declarações durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar em Iperó (SP). Defesa da soberania tem sido uma das bandeiras do petista na campanha à reeleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (19) que o Brasil não pode “andar de cabeça baixa” diante de outros países e voltou a defender o direito brasileiro de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos. A declaração ocorreu durante um evento em Brasília.
Lula destacou que o país deve ter autonomia para avançar em pesquisas e projetos relacionados à energia nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio. Segundo o presidente, o objetivo brasileiro não é desenvolver armas nucleares, mas utilizar a tecnologia para finalidades como geração de energia, pesquisa científica e aplicações na área da saúde.
O presidente também defendeu que o Brasil tenha maior protagonismo internacional e possa explorar seus recursos e desenvolver tecnologias estratégicas sem abrir mão dos compromissos assumidos internacionalmente. Para Lula, o país precisa participar das decisões globais em condições de igualdade com outras nações.
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A posição brasileira está relacionada ao Tratado de Não Proliferação Nuclear e aos acordos internacionais que estabelecem limites para o uso militar da tecnologia nuclear. O Brasil mantém uma política de utilização da energia nuclear exclusivamente para fins pacíficos e está submetido a mecanismos de fiscalização internacional.
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Ao defender o avanço do programa nuclear brasileiro, Lula afirmou que o país deve continuar investindo em tecnologia e conhecimento. A declaração ocorre em meio ao debate sobre autonomia energética e tecnológica e reforça a intenção do governo de ampliar o papel do Brasil em setores considerados estratégicos.