Planalto busca ampliar rejeição do senador, enquanto entorno do senador vê tentativa de desgaste eleitoral e celebra adiamento da votação em plenário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), trocaram acusações nesta quinta-feira (3) durante a discussão sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O embate ocorreu após a aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Lula afirmou que a oposição, sob liderança do coordenador da campanha de seu adversário, tentou impedir o avanço da PEC. Em publicação nas redes sociais, o presidente disse que é necessário deixar claro quem está trabalhando pela aprovação da mudança e quem atua para barrá-la. A proposta prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da carga semanal.
Rogério Marinho, que pediu vista durante a análise da proposta na CCJ, reagiu às declarações de Lula e classificou a fala do presidente como uma tentativa de transformar o debate trabalhista em disputa eleitoral. O senador defende uma proposta alternativa que prevê maior flexibilidade na definição da jornada de trabalho e criticou o texto aprovado pelo colegiado.
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A PEC relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) estabelece a redução gradual da jornada semanal e prevê dois dias de descanso remunerado. O texto ainda precisa passar pelo plenário do Senado em dois turnos e necessita de pelo menos 49 votos favoráveis para ser aprovado. A discussão sobre o calendário de votação também provocou divergências entre governo e oposição.
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O confronto entre Lula e Marinho ocorre em meio à campanha presidencial de 2026 e coloca o fim da escala 6x1 no centro da disputa política. Enquanto o governo defende a aprovação da proposta como uma mudança nas condições de trabalho, a oposição questiona o modelo e apresenta alternativas para alterar a jornada. A votação definitiva no Senado ainda não tem data confirmada.