Lula enfrenta o desafio de crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente maioria dos votos
Com o fim das convenções partidárias, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam à reta inicial da disputa presidencial com os palanques estaduais definidos nos oito maiores colégios eleitorais do país. Juntos, esses estados concentram cerca de 70% do eleitorado brasileiro, tornando as alianças regionais estratégicas para a corrida ao Palácio do Planalto.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram a maior parcela desse eleitorado. Em São Paulo, Lula conta com Fernando Haddad na disputa pelo governo, enquanto Flávio tem como principal aliado o governador Tarcísio de Freitas. No Rio, o palanque de Flávio sofreu mudanças e acabou sendo formado pelo próprio PL, enquanto Lula deverá contar com o apoio da candidatura de Eduardo Paes.
Em Minas Gerais, os dois grupos também enfrentaram dificuldades para montar alianças. O PT lançou Patrus Ananias para o governo, enquanto o PL definiu Flávio Roscoe como candidato. O cenário mineiro é considerado relevante pelo peso eleitoral do estado e pelo histórico de equilíbrio nas disputas presidenciais.
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Além dos três maiores colégios, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará completam a lista dos oito estados com maior número de eleitores. A estratégia de Lula é preservar sua força no Nordeste e ampliar espaço no Sudeste, enquanto Flávio busca avançar justamente em regiões onde o PT tradicionalmente apresenta maior vantagem.
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A formação dos palanques ocorre em um momento de intensificação da campanha para 2026. Pesquisas recentes mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio nos três maiores colégios eleitorais, com diferenças que variam de acordo com o estado e o cenário analisado.