Presidentes podem se cruzar em Nova York entre os discursos de abertura do Brasil e dos Estados Unidos; até agora, não há previsão de reunião bilateral
O governo brasileiro não descarta a possibilidade de um encontro casual entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
A abertura do evento está marcada para 22 de setembro. Pela tradição da Assembleia Geral, o Brasil é responsável pelo primeiro discurso, enquanto os Estados Unidos, país-sede da ONU, costumam ocupar a segunda posição.
Com isso, Lula e Trump podem se encontrar no intervalo entre as duas falas, como ocorreu no ano passado. Na ocasião, os presidentes conversaram por cerca de 39 segundos. Depois, durante seu discurso na ONU, Trump comentou o encontro e afirmou que havia existido uma “química excelente” entre os dois.
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Apesar da possibilidade de um novo contato, não há, até o momento, pedido oficial para uma reunião bilateral entre os presidentes durante o evento. Segundo auxiliares de Lula, nenhum dos dois governos solicitou uma conversa formal às margens da Assembleia Geral.
O discurso que Lula fará na ONU ainda está em elaboração. De acordo com integrantes do Palácio do Planalto, a defesa da soberania brasileira deve ser um dos principais assuntos abordados pelo presidente.
Lula e Trump tiveram o contato mais recente em 21 de agosto, durante uma conversa telefônica. Na ligação, o presidente norte-americano concordou em retomar as negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros em julho.
As tratativas foram retomadas na segunda-feira (31/8), em uma reunião virtual entre representantes dos dois países. O encontro durou aproximadamente 40 minutos.
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Na avaliação do governo brasileiro, integrantes da administração Trump demonstraram disposição para reabrir as negociações sobre as tarifas. A expectativa agora é de que o diálogo entre os dois países continue nas próximas semanas, enquanto a participação dos presidentes na Assembleia Geral da ONU se aproxima.