Os cinco filhos de Lula autorizaram a abertura dos sigilos, condicionada à mesma medida por Flávio Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aceita abrir seus sigilos no contexto de uma ação relacionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa faz parte de uma disputa política e jurídica que envolve pedidos de acesso a informações financeiras e pessoais.
A manifestação foi apresentada no âmbito de uma representação que discute a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos de pessoas ligadas aos dois lados. A proposta prevê que a abertura dos sigilos ocorra de maneira recíproca, incluindo os envolvidos indicados nos pedidos apresentados à Justiça Eleitoral.
Os cinco filhos do presidente — Lulinha, Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio — autorizaram os advogados a representá-los no processo por meio de procurações. Segundo a defesa, os documentos formalizam a concordância dos familiares com a medida e permitem dar andamento aos procedimentos necessários.
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O pedido de Lula também inclui a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e prevê a divulgação de informações referentes aos últimos oito anos. Do lado de Flávio Bolsonaro, a solicitação abrange o senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros integrantes da família, além de empresas vinculadas aos envolvidos.
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A iniciativa surgiu após um desafio feito durante o debate presidencial realizado no domingo (18). A defesa de Lula pretende que as informações sejam disponibilizadas publicamente antes de quarta-feira (21), desde que Flávio concorde com a mesma medida. O caso está sob análise da Justiça Eleitoral, e a divulgação dos dados depende dos encaminhamentos judiciais.