Foco do governo é não adotar de imediato medidas de reciprocidade e dar preferência às negociações, mas isso vai depender da decisão sobre a nova tarifa de 12,5%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que integrantes do governo adotem cautela na condução da crise envolvendo as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. A orientação é evitar declarações ou medidas que possam ser usadas politicamente pelo presidente americano Donald Trump e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial de 2026.
A estratégia do Palácio do Planalto é tratar o episódio como uma questão de Estado e concentrar a reação em argumentos econômicos e diplomáticos, evitando uma escalada de confrontos. Aliados de Lula avaliam que uma resposta considerada exagerada poderia abrir espaço para a oposição explorar a crise durante a campanha eleitoral.
As tarifas americanas colocaram o comércio entre Brasil e Estados Unidos no centro do debate político brasileiro. O governo Lula tem acusado integrantes da família Bolsonaro de contribuírem para o desgaste nas relações com Washington, enquanto Flávio Bolsonaro afirma que o presidente tenta transformar o episódio em uma disputa política interna.
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Nos bastidores, a avaliação do governo é que o impacto econômico das medidas pode influenciar a percepção dos eleitores, especialmente caso setores exportadores sejam afetados. Pesquisas e análises divulgadas após o anúncio das tarifas apontaram que o tema passou a ser incorporado à disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A crise teve início após o governo dos Estados Unidos anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros, medida que Brasília classificou como injustificada e com possível motivação política. O Brasil avalia respostas dentro das regras comerciais internacionais e afirma que continuará buscando negociação com os americanos.
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Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando, o episódio passou a ser visto como mais um capítulo da disputa entre governo e oposição. Enquanto Lula tenta apresentar a resposta como defesa da soberania nacional e dos interesses econômicos do país, aliados de Flávio Bolsonaro buscam responsabilizar o governo federal pela deterioração da relação com os Estados Unidos.