Governo planeja buscar novas flexibilizações com os Estados Unidos após o anúncio oficial das taxas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, na manhã desta quinta-feira, após reunião com ministros no Palácio do Planalto, que não haverá divulgação de um pacote de medidas em resposta ao tarifaço de Donald Trump contra exportações brasileiras, e sim anúncios pontuais que atendam a setores afetados com relevância na pauta de exportações aos EUA. Tudo vai depender do avanço das negociações com os americanos.
O governo brasileiro interpreta que já inaugurou uma segunda fase nas tratativas após o anúncio de quarta-feira, e vai buscar novas exceções e flexibilizações ao tarifaço.
O entendimento do governo é de que há espaço para que haja novas concessões por parte dos americanos, percepção baseada no comportamento do governo Trump em negociações recentes com outros países, a exemplo da China. O plano de contingência de medidas do Brasil, que estava em preparação, está sob revisão à luz do tarifaço.
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Participaram da reunião no Planalto os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Saúde), além do secretário-executivo do Ministério da Indústria, Márcio Elias Rosa, que representou o titular da pasta, Geraldo Alckmin, responsável pelas negociações com os EUA.
As medidas devem ser anunciadas de maneira faseada ao longo dos próximos dias, de acordo com interlocutores de Lula, a partir de entendimentos das conversas da equipe de Alckmin com empresários. A prioridade do governo federal é preservar os empregos dos segmentos afetados.
Na reunião com os ministros, Lula quis saber sobre o impacto do tarifaço na economia e sobre que medidas podem ser adotadas para mitigá-lo.
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Não foi tratada na reunião a inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, entre os sancionados da chamada Lei Magnitsky. Apesar disso, Lula mantém a posição de que a parte política da justificativa do tarifaço é inaceitável - ou seja, a negociação se dará apenas em termos econômicos, com a defesa das instituições e da soberania brasileira.
Fonte: O Globo