Nova indicação deve ocorrer nas próximas semanas. Planalto avalia que houve falhas na articulação política no Congresso, e que o resultado evidenciou traições dentro da base
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou a aliados que não pretende recuar da prerrogativa de fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que a derrota, considerada histórica, não altera o direito constitucional do presidente de indicar um nome para a Corte e que o governo deve insistir em uma nova escolha para a vaga aberta.
Segundo interlocutores, Lula teria reforçado que pretende manter protagonismo no processo e não aceitará abrir mão da indicação, apesar do desgaste político com o Senado e da articulação que levou à rejeição do nome anterior.
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A decisão ocorre em meio ao agravamento da tensão entre Executivo e Legislativo, após a votação que barrou Messias por 42 votos a 34, um resultado inédito em mais de um século para indicações ao STF.
Nos bastidores, a leitura é de que o governo agora trabalha para reconstruir pontes com o Senado e avaliar um nome com maior viabilidade política, enquanto a oposição vê a derrota como um enfraquecimento da articulação do Planalto.
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A escolha de um novo indicado deve ocorrer apenas após novas negociações com lideranças do Congresso, em um ambiente de forte disputa política e atenção redobrada sobre a relação entre os poderes.