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Lula veta projeto que reconhecia estágio como experiência profissional
Foto: Reprodução

Projeto de lei havia sido aprovado pelo Senado em abril

O presidente da República vetou integralmente, nesta segunda-feira (8), o Projeto de Lei nº 2.762/2019, que permitia considerar o período de estágio como experiência profissional. A decisão foi baseada em pareceres de ministérios e da Advocacia-Geral da União (AGU), que apontaram a proposta como inconstitucional e contrária ao interesse público.

 

Segundo a justificativa publicada no Diário Oficial da União, a medida poderia desvirtuar a finalidade educativa do estágio e ferir a autonomia de estados e municípios.

 

Principal impacto: O projeto, que havia sido aprovado pelo Senado em abril, permitia que candidatos a concursos públicos usassem o tempo de estágio para cumprir a exigência de experiência profissional prevista em editais.

 

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O veto será analisado pelo Congresso Nacional — deputados e senadores podem votar para manter a decisão do presidente ou derrubá-la.

 

O QUE PREVIA A PROPOSTA?


O projeto vetado alteraria a Lei do Estágio (Lei nº 11.788/2008). Os principais pontos eram:

 

Reconhecimento formal: O tempo como estagiário seria contado como experiência profissional para currículos. O foco era facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho, combatendo a barreira da "falta de experiência" para recém-formados.


Concursos públicos: O período de estágio contaria como título ou pontuação em processos seletivos.


O autor da proposta, deputado Flávio Nogueira, defendia que a medida ajudaria a reduzir o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos.

 

POR QUE ELA FOI VETADA?


O governo justificou a decisão com base em análises do Ministério da Educação, do Ministério da Gestão e da AGU. Veja os argumentos:

 

Natureza do estágio: Para o governo, o estágio é um ato educativo escolar supervisionado e não deve ser confundido com um emprego formal.
Impacto na seleção: A medida poderia comprometer os critérios de avaliação e a isonomia em concursos públicos.

 

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Autonomia federativa: O texto previa uma regulamentação centralizada no Presidente da República, o que violaria a independência de estados e cidades para gerirem seus próprios servidores.
 

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