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Lutando contra câncer raro, garoto de 12 anos vive dia de quarterback na NFL e é ovacionado por torcida
Foto: Reprodução

Jase Garland entra em campo pelo Carolina Panthers e marca um touchdown na partida

O vestiário dos jogadores do Carolina Panthers destoou em tamanho e peso dos atletas ao ter um pequeno e franzino rapaz de 12 anos que atuaria com eles por uma noite neste final de semana. O sonho de infância de Jase Garland da Carolina do Norte se tornou realidade quando ele virou um quarterback por um dia na equipe da NFL, com a ajuda da Fundação Make-A-Wish (Faça um desejo, do inglês).

 

Garland é um grande fã dos Panthers e, após contrair uma doença sanguínea rara chamada síndrome mielodisplásica, ele disse à Fundação que seu sonho era "ser um quarterback" do seu time favorito da NFL.Durante meses separado dos amigos, da escola e da vida cotidiana normal para se tratar da doença rara, Jase se apoiou no futebol.

 

"Ele assiste às estatísticas, assiste aos clipes, joga futebol no videogame e outras coisas", explica a mãe, no site oficial do clube. "Acho que foi isso que o ajudou a superar isso."

 

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Jase Garland, no campo do Carolina Panthers — Foto: Andrew Stein/Carolina Panthers

 

E neste domingo, a equipe se uniu para transformar o desejo do jovem em realidade. Jase chegou a assinar um contrato com os Panthers, junto ao gerente geral Dan Morgan, e cumprimentou seus novos companheiros de equipe no vestiário antes de ir trabalhar.

 

"Estamos assinando um contrato de longo prazo com você, cara, é um grande negócio", promete Morgan. "Um contrato de vários anos, porque queremos você aqui por muito tempo."Na academia do time, o garoto de 12 anos levantou pesos e até saiu com o quarterback estrela dos Panthers, Bryce Young.

 

E quando o joelho de Jase começa a tremer, o nervosismo aumenta novamente quando os treinadores anunciam que está quase na hora de entrar em campo, Young se inclina e o lembra novamente:"Não tem problema ficar ansioso, apenas transforme isso em energia", diz o quarterback .

 

Em campo, os jogadores se revezam para ser a voz no ouvido de Jase (além do coordenador técnico do ataque Brad Idzik, já que ele consegue ouvir todas as ordens de jogada) para mantê-lo calmo. Dalton, o quarterback reserva, também ouvindo as ordens, diz a Jase o que cada uma significa e o que está prestes a acontecer, como: "Ok, Bryce vai lançar para Thielen aqui mesmo."

 

Então, chegou a hora do grande momento de Jase em campo. Ele recebeu a bola de Young, fez um corte para a esquerda e caminhou até a end zone para marcar um touchdown.Todos os Panthers correram para parabenizar o garoto de 12 anos em campo, coroando a jogada perfeita. Assim como a torcida ovacionou a estrela da noite.

 

DOENÇA RARA

 

Jase Garland, no vestiário dos Panthers — Foto: Andrew Stein / Carolina Panthers

 

Em novembro de 2023, a mãe de Jase, Erin Garland, começou a notar hematomas no filho. Ele praticava esportes — futebol, basquete, beisebol e futebol americano de bandeira —, então ser agredido não era incomum. E quando ela perguntava a Jase de onde vinham certos hematomas, ele dava de ombros, como é típico de um pré-adolescente, e dizia que não sabia.

 

Ela deixou passar no início, presumindo, como a maioria, que os hematomas eram o resultado típico de um menino em crescimento praticando esportes físicos. Mas a situação continuou piorando, e a descoloração começou a aparecer em lugares que não podiam ser explicados como uma lesão esportiva comum.

 

Então, os pais de Jase o levaram para fazer exames de sangue. Os resultados mostraram que ele tinha baixa contagem de plaquetas e glóbulos brancos. Uma biópsia revelou Síndrome Mielodisplásica, uma doença sanguínea rara, um distúrbio genético que apareceu pela primeira vez em Jase e continuou progredindo como precursora da leucemia.

 

A mãe de Jase, Erin Garland, disse aos Panthers que seu filho fez um transplante de medula óssea em maio de 2024, cerca de quatro meses após receber o diagnóstico em janeiro daquele ano.

 

Jase Garland, no campo do Carolina Panthers — Foto: Andrew Stein / Carolina Panthers

Fotos:Reprodução

 

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Mais de um ano após o procedimento, Garland disse que seu filho "está com ótima aparência até agora", mas que "sempre correrá o risco de danos pulmonares e auditivos". "Mas espero que a parte da leucemia desapareça", completa.  

 

Fonte: O Globo

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