Análise de 38 estudos identificou possíveis benefícios da fruta para a glicemia, a função dos vasos sanguíneos e a microbiota intestinal, mas os pesquisadores ressaltam que são necessárias novas investigações.
O consumo de maçãs e de produtos derivados da fruta pode trazer benefícios à saúde cardiometabólica, incluindo possíveis efeitos no controle da glicose no sangue, na função vascular e no equilíbrio da microbiota intestinal. A conclusão faz parte de uma revisão de 38 estudos conduzida por pesquisadores da Itália e publicada em 11 de junho no periódico científico Food & Function.
Segundo os autores, os resultados estão associados à presença de fibras, nutrientes e compostos bioativos encontrados na maçã. A revisão também aponta possíveis propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de efeitos positivos sobre as células que revestem o interior dos vasos sanguíneos, importantes para a circulação.
Os pesquisadores destacam, porém, que os benefícios observados devem ser considerados dentro de uma alimentação saudável e equilibrada. A maçã pode complementar uma dieta variada, mas não deve ser vista isoladamente como uma solução para prevenir ou tratar doenças.
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A fruta contém minerais como potássio e magnésio, vitaminas, incluindo vitamina C e vitaminas do complexo B, além de compostos naturais que vêm sendo investigados por seus efeitos sobre o organismo.
Para avaliar os possíveis benefícios da maçã, os pesquisadores examinaram diferentes tipos de intervenção. Do total de estudos analisados, 13 investigaram efeitos após as refeições, 22 avaliaram o consumo a médio ou longo prazo e três abordaram tanto os efeitos imediatos quanto os prolongados.
As pesquisas realizadas após as refeições se concentraram principalmente nas alterações dos níveis de glicose no sangue e na capacidade antioxidante do plasma. Já os estudos de médio e longo prazo avaliaram indicadores relacionados à saúde cardiometabólica, ao estresse oxidativo, à inflamação, à função dos vasos sanguíneos e à saúde intestinal.
De maneira geral, os resultados sugerem que o consumo da fruta pode contribuir para uma resposta glicêmica mais favorável e para a capacidade antioxidante do organismo, além de possíveis melhorias na função vascular, especialmente em intervenções de curto prazo.
Nas pesquisas que acompanharam os participantes por períodos maiores, também foram observados indícios de mudanças positivas na composição da microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que desempenha funções importantes na digestão e na saúde.
BENEFÍCIOS AINDA PRECISAM SER CONFIRMADOS
Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que as evidências disponíveis não permitem estabelecer conclusões definitivas sobre os efeitos da maçã.
Os estudos analisados apresentam diferenças nos métodos utilizados, no perfil dos participantes e nas formas de consumo da fruta. Essa diversidade dificulta a comparação direta dos resultados e impede que as conclusões sejam generalizadas para toda a população.
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Por isso, os pesquisadores defendem a realização de novas investigações, especialmente com pessoas que apresentam fatores de risco cardiometabólicos. Estudos adicionais poderão esclarecer melhor como a maçã e seus derivados influenciam a glicemia, a saúde vascular e a microbiota intestinal.