A madeireira funcionava sem licença ambiental válida e estava descumprindo um embargo existente
Em uma segunda operação Amazônia teve perda florestal de 425 campos de futebol em fevereiro de fiscalização no Ramal Santo Antônio em Manacapuru (a 68 km de Manaus), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) apreenderam, na sexta-feira, 28, 120 m³ de madeira serrada, incluindo pranchas, blocos, tábuas e paletes, todos sem documento de origem florestal. A madeireira funcionava sem licença ambiental válida e estava descumprindo um embargo existente.
Durante a fiscalização, foi feita apreensão de toda a madeira irregular e a lavratura de dois autos de infração, totalizando R$ 96.300 em multas aplicadas. Parte do material apreendido, aproximadamente 100 m³ de madeira, foi destinado à Defesa Civil de Manacapuru para ser utilizado nas operações contra as enchentes em 2025.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou que foi a terceira fiscalização em Manacapuru na semana, sendo a segunda no Ramal Santo Antônio, e reforçou o compromisso do órgão com a preservação ambiental.
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“Essa foi a terceira ação que realizamos em Manacapuru nesta semana, o que demonstra o compromisso do Ipaam em fiscalizar ativamente o cumprimento das leis ambientais. Nosso objetivo é garantir a proteção ambiental e assegurar que as atividades realizadas no Amazonas sejam sustentáveis e em conformidade com a legislação”, destacou o gestor.

Foto: Reprodução
Picanço também comentou sobre a importância de destinar adequadamente os produtos florestais apreendidos, o que é fundamental no combate aos crimes ambientais. Segundo ele, ao evitar o desperdício dos materiais, é possível utilizá-los para beneficiar a sociedade, especialmente em situações de necessidade, como durante as enchentes.
“Embora a apreensão de materiais ilegais seja essencial para combater crimes ambientais, é igualmente importante assegurar que esses recursos sejam usados de maneira que tragam benefícios para a sociedade, como no caso da Defesa Civil, que pode utilizá-los para mitigar os efeitos das enchentes. A destinação responsável de materiais apreendidos é uma forma de minimizar os impactos negativos desses crimes”, explicou. Os infratores têm até 20 dias para efetuar o pagamento das multas ou apresentar defesa, conforme estabelece o Decreto Federal nº 6.514/08.
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A ação faz parte da operação de fiscalização que o Ipaam e o BPAmb realizam na Região Metropolitana de Manaus (RMM), que teve início no último dia 25, estendendo-se até o final do ano. A fiscalização atuará em todos os municípios da RMM e tem como principal objetivo o combate a ilícitos ambientais associados direta ou indiretamente ao desmatamento e queimadas ilegais na região.
Fonte: Revista Cenarium