Defesa de Nicolás Maduro pediu que o processo por tráfico de drogas seja anulado. Caso será julgado na Justiça dos EUA, onde ele está preso
A defesa de Nicolás Maduro pediu à Justiça dos Estados Unidos que arquive o processo criminal contra o ex-presidente da Venezuela, que responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas. O pedido foi apresentado em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York, e tem como principal argumento a alegação de imunidade por ele ter exercido o cargo de chefe de Estado.
Os advogados sustentam que Maduro estaria protegido pelo direito internacional contra um processo criminal em uma corte estrangeira. A defesa também argumenta que as acusações estão relacionadas a atos que teriam sido praticados durante o exercício de suas funções oficiais.
Maduro se declarou inocente das acusações e permanece preso nos Estados Unidos desde que foi capturado em janeiro de 2026. O processo também envolve acusações relacionadas a narcoterrorismo, e a defesa tenta impedir que o caso avance para julgamento.
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A Justiça americana, porém, terá de analisar a questão da imunidade e o reconhecimento de Maduro como chefe de Estado. Os Estados Unidos deixaram de reconhecer Maduro como presidente legítimo da Venezuela anos atrás e atualmente reconhecem outra liderança no país, argumento que pode ter peso na análise do pedido.
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A promotoria americana deverá apresentar sua resposta à solicitação até outubro. Uma audiência para discutir o pedido de arquivamento está marcada para novembro, enquanto o julgamento de Maduro está previsto para junho de 2027 caso a tentativa da defesa não seja aceita.