Famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes acompanham início da análise dos supostos mandantes e cobram resposta definitiva do Estado brasileiro
As famílias da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes classificaram como um momento de dor e, ao mesmo tempo, de esperança o início do julgamento dos acusados de mandar executar o crime, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar o caso nesta terça-feira (24/2).
Em entrevista coletiva antes da sessão, Marinete Franco, mãe de Marielle, afirmou que os últimos oito anos foram marcados por sofrimento profundo, mas também por resistência. Segundo ela, a expectativa é que o Estado brasileiro dê uma resposta clara e firme sobre os mandantes do assassinato.
O pai da vereadora, Antonio, também se emocionou ao falar sobre o julgamento. Ele destacou a confiança nos ministros da Primeira Turma do STF e afirmou esperar que a Corte reconheça a gravidade dos fatos e responsabilize os envolvidos.
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Luyara Franco, filha de Marielle, definiu o julgamento como um marco para o país. Para ela, a responsabilização dos acusados é essencial não apenas para a família, mas para a democracia brasileira. Luyara ressaltou que justiça envolve punição, reparação e garantias de que crimes como esse não voltem a acontecer.
A Primeira Turma do STF analisa a participação de cinco acusados apontados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsáveis por planejar o assassinato.
SÃO JULGADOS
o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão;
o ex-deputado federal Chiquinho Brazão;
o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa;
o ex-major da Polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira;
e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”.
Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo respondem por duplo homicídio qualificado pelas mortes de Marielle e Anderson e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado. Já Robson Calixto Fonseca é acusado de integrar organização criminosa.
COMO FUNCIONA O RITO
O julgamento segue um rito específico. A sessão é aberta pelo presidente da Primeira Turma. Em seguida, o relator apresenta um relatório com o resumo do caso.
Depois, o representante da PGR tem até uma hora prorrogável por mais 30 minutos para sustentar a acusação. O assistente de acusação também dispõe de tempo para se manifestar. Na sequência, cada advogado de defesa dos réus pode falar por até 60 minutos.
Por fim, o relator apresenta seu voto e os demais ministros declaram seus posicionamentos, decidindo pela condenação ou absolvição dos acusados, além de eventual fixação de penas.
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O julgamento é acompanhado pelas famílias das vítimas, que ocupam espaço reservado na Corte e aguardam uma decisão que consideram histórica para o país.