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Mãe de segurança envolvido em linchamento em Copacabana diz que 'mandou filho se entregar à polícia'
Foto: Reprodução/TV Globo

Dona de casa afirma que o filho tem transtorno mental

O segurança Davi Santos Machado, de 21 anos, se entregou à polícia após ser acusado de participar da agressão que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, a vítima foi atingida por 63 pauladas durante um linchamento e morreu horas depois no hospital.

 

A mãe de Davi, a dona de casa Neide dos Santos, contou que soube do envolvimento do filho por meio de vizinhos. Ela afirmou que pediu para que ele se apresentasse às autoridades depois de descobrir a participação dele no crime.

 

Segundo Neide, Davi foi para a casa dos pais, na Baixada Fluminense, após prestar dois depoimentos na delegacia. Ela relatou que percebeu o filho nervoso e perguntou o que havia acontecido.

 

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De acordo com a mãe, Davi inicialmente disse apenas que havia dado um soco em um homem. Pouco depois, a família recebeu a notícia da morte de Cláudio Rafael.

 

O pai acompanhou Davi até a delegacia de Copacabana após um inspetor solicitar que ele comparecesse para reconhecimento de imagens. Diante da movimentação na unidade, os dois teriam deixado o local por medo de sofrerem agressões e seguiram para a 53ª DP, em Mesquita, onde Davi se entregou.

 

Neide também afirmou que o filho apresenta problemas psicológicos desde a infância e que pretende apresentar exames à Defensoria Pública. Segundo ela, Davi passou por acompanhamento médico e enfrentava dificuldades de comportamento durante o período escolar.

 

Além de Davi, o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias está preso por participação no caso. Em depoimento, ele afirmou que havia sido contratado para atuar na vigilância de ruas, mas negou estar trabalhando no momento do crime.

 

Mandei que ele se entregasse à polícia', diz mãe de segurança envolvido em  linchamento em Copacabana

Foto: Reprodução

 

Outros dois suspeitos, os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva, também estão presos. Conforme a investigação, os quatro teriam acusado Cláudio Rafael, de forma injusta, de ter roubado uma bicicleta antes das agressões.

 

A Polícia Civil ainda busca identificar um quinto homem que aparece nas imagens do linchamento. Segundo a investigação, ele teria saído de um carro, atravessado a rua e chutado a cabeça da vítima antes de deixar o local.

 

O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP, responsável pela investigação, afirmou que as imagens são analisadas para identificar todos os envolvidos na morte.

 

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Cláudio Rafael morreu no hospital após sofrer hemorragia interna e traumatismo craniano. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a participação de cada suspeito na agressão. 

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