Pâmela Ramos contou que a filha, de 1 ano, não consegue chegar perto de outras crianças após ser alvo de pelo menos 10 mordidas em creche
A assistente de marketing Pâmela Ramos, de 30 anos, contou que a filha, uma bebê de 1 ano e cinco meses, apresenta um “comportamento de trauma”, após ser mordida pelo menos 10 vezes na última segunda-feira (31/3), enquanto estava em uma creche, localizada em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.
Em entrevista ao Metrópoles, a mulher contou que a criança chegou “bem chorosa” em casa e que apontava — com demonstração de dor — para os hematomas gerados pelas 12 mordidas contabilizadas pela mãe.
A relação da bebê com os irmãos também foi afetada. Pâmela contou à reportagem que a filha não quer mais contato próximo.“Se uma criança chega perto, ela se afasta, não quer contato. Ela tem um irmão, de 7 anos, que é meu outro filho, ela não está deixando ele ficar perto dela, não quer contato com ele. Estamos percebendo esse comportamento pós-traumático”, contou.
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Além disso, a assistente de marketing afirmou que a filha gostava bastante de ir para a creche, mas que, agora, dificilmente conseguirá retornar ao ambiente escolar em um futuro próximo. Pâmela acredita no apoio familiar para cuidar da bebê, visto que precisa sair para trabalhar.
A mãe contou ao Metrópoles que conseguiu contar de 10 a 12 mordidas espalhadas pelo corpo da bebê. Ela divulgou a indignação do ocorrido nas redes sociais, na última segunda-feira (31/3).

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ela disse que estava no trabalho quando, por volta das 15h30, recebeu uma ligação da creche, dizendo que a bebê havia sido atacada por um colega com uma mordida em cada bochecha.
“Até então, o que você pensa como mãe, ou como qualquer pessoa normal, é que foi uma mordida de cada lado, que a tia da escola viu e tirou a criança de cima da minha filha. Então, eu não tinha dimensão do que tinha acontecido, até o momento que eu larguei tudo no meu trabalho, porque meu pai me ligou e falou ‘ó, ela tá muito machucada, você vai ficar alucinada quando ver'”.
Ao encontrar a filha, a mulher afirmou que não conseguia acreditar na situação da bebê e imediatamente levou a filha para uma UPA da cidade. Ao receber a paciente, a unidade de saúde já acionou o conselho tutelar.
Posteriormente, a mãe foi à delegacia de Carapicuíba para registrar um boletim de ocorrência (B.O.). A polícia pediu que fosse realizado um exame no Instituto Médico Legal (IML) da cidade, porém, o local estava fechado no momento da denúncia. O procedimento médico foi realizado na manhã desta terça-feira (1°/4) e encaminhado pela mãe à Polícia Civil.
Pâmela contou ainda que conversou com a Secretaria da Educação de Carapicuíba, por telefone. Segundo ela, a pasta afirmou que o autor das mordidas está afastado da creche. Além disso, a pasta afirmou que a unidade escolar não é da prefeitura, mas que possui um convênio com a administração municipal.
Por fim, a mulher relatou que está aguardando o retorno das autoridades e entende que os pais do autor das mordidas devem ser responsabilizados pela ação.
A Prefeitura de Carapicuíba comentou o caso na publicação feita por Pâmela nas redes sociais. No posicionamento, a administração municipal informou que está apurando com “urgência e rigor o caso de uma aluna que apresentou ferimentos enquanto estava em uma unidade escolar conveniada com o munícipio”.
A nota ainda confirmou a informação que a professora responsável já foi desligada da instituição e que um supervisor da rede foi direcionado para averiguar o ocorrido.
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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como mais tratos e é investigado no 2º Distrito Policial de Carapicuíba.
Fonte: Metrópoles