Shania Lee, de 26 anos, enfrenta acusação de homicídio culposo após incidente que matou duas filhas e deixou filho em coma
Uma mulher de 26 anos, identificada como Shania Lee, é acusada de abandonar os três filhos dentro da casa da família enquanto a residência pegava fogo, em Melbourne, na Austrália. Duas das crianças morreram após o incêndio.
Lee foi indiciada por homicídio culposo por negligência e negligência em causar lesões graves. As duas filhas, Izabel, de 5 anos, e Lyvia, de 2, morreram dias depois do incidente, em setembro do ano passado. O outro filho, Kalais, de 3 anos, ficou em coma induzido.
De acordo com a Polícia de Victoria, o incêndio começou minutos após Lee e seu suposto amante, Matthew Mcaulliffe, de 23 anos, deixarem a casa para buscar uma peça de carro usada.
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As três crianças, que foram deixadas sozinhas na residência, foram encontradas inconscientes pelos bombeiros e levadas ao Hospital Real Infantil. As duas meninas faleceram três dias mais tarde.
A investigação revelou que Lee tinha uma câmera de segurança na cozinha para monitorar as crianças. Segundo o detetive Chris Mitchell, em uma ligação gravada na prisão, a mulher admitiu ter visto fumaça e ouvido gritos das crianças pelo celular, mas não ligou para o serviço de emergência.
“Não é nada. Não é nada”, teria dito Lee, segundo a rede australiana ABC. Mitchell classificou a conduta como “perturbadora e agravante”, evidenciando que a mulher não tentou ajudar os filhos.
Vizinhos relataram ao Daily Mail terem ouvido gritos e explosões durante o incêndio, que deixou as crianças presas por cerca de meia hora. A família havia se mudado para a casa apenas uma semana antes do incidente.
O tribunal foi informado de que o incêndio pode ter começado no quarto principal antes mesmo de Lee e Mcaulliffe saírem da casa, segundo informações do tabloide britânico Daily Mail. Ainda não se sabe as causas do incêndio.
Embora Mcaulliffe, fumante, tenha sido a última pessoa no quarto antes do incêndio, ele negou ter fumado dentro da casa. Uma avaliação descartou falhas elétricas como origem das chamas. Lee, que se recusou a prestar depoimento à polícia, foi libertada sob fiança nesta quarta-feira (17) pelo Tribunal de Magistrados de Melbourne, com a condição de residir com a mãe, na fronteira com Nova Gales do Sul, e se apresentar três vezes por semana à polícia de Echuca.
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O advogado de defesa, Sam Norton, argumentou que não há evidências de que Lee sabia do incêndio ao sair de casa. “Crença é uma coisa. Evidência é outra”, disse Norton, de acordo com a ABC. O caso está marcado para retornar ao tribunal em janeiro de 2026.
Fonte: Terra