A manhã desta segunda-feira (19) foi marcada por uma operação da Polícia Federal (PF) que resultou na prisão de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do cantor Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, irmão do rapper. Os dois estão entre os alvos da Operação Backbone, que investiga uma estrutura supostamente ligada ao Comando Vermelho (CV).
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por manter o monopólio dos serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro dominadas pela facção criminosa.
Outro nome citado no inquérito é Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, pai do artista e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho. Ele já está preso no sistema penitenciário federal.
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De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolveria empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas utilizadas para movimentar recursos supostamente provenientes do controle dos serviços de internet.
A suspeita é de que parte do dinheiro fosse direcionada à família de Marcinho VP e ocultada por meio de produtoras de eventos, empresas de publicidade, compra de imóveis com pagamentos em espécie e operações com criptoativos.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prevê o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão.
As diligências acontecem nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.
Os investigados poderão responder por crimes como extorsão majorada, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático e desenvolvimento clandestino de telecomunicações, entre outras possíveis infrações.
Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de bens e valores que podem alcançar R$ 558 milhões. A medida envolve contas vinculadas a 40 pessoas físicas e 42 empresas.
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As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos suspeitos e identificar a extensão das atividades financeiras investigadas. Os envolvidos têm direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.