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Mahmoud Khalil processa Universidade Columbia por suposta discriminação contra palestinos
Foto: Divulgação

Estudante acusa instituição de não proteger alunos de assédio e retaliações; universidade afirma que combate casos de discriminação e responde a denúncias

Mahmoud Khalil, estudante da Universidade Columbia, em Nova York, entrou com uma ação judicial contra a instituição, o conselho de administração e a reitora da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos (SIPA), Keren Yarhi-Milo. O processo foi apresentado na segunda-feira (14) e acusa a universidade de manter, por anos, práticas que Khalil classifica como discriminatórias contra palestinos e de não proteger adequadamente estudantes que defendem os direitos palestinos.

 

A ação, apresentada no Distrito Sul de Nova York, tem 60 páginas. Nela, Khalil afirma que a universidade teria demonstrado “indiferença deliberada” diante do que descreve como episódios de assédio e retaliação contra estudantes que se manifestaram publicamente sobre a questão palestina.

 

Refugiado palestino criado na Síria, Khalil ganhou projeção internacional em 2025, quando foi detido pelo governo de Donald Trump durante um período de forte tensão envolvendo protestos pró-palestinos em universidades dos Estados Unidos.

 

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Khalil é casado com uma cidadã norte-americana, com quem tem um filho, e possui residência permanente nos Estados Unidos, o chamado green card. Ele permaneceu detido entre março e junho de 2025, período que coincidiu com o nascimento do filho.

 

Na nova ação, o estudante afirma que a postura adotada pela Universidade Columbia contribuiu para que ele se tornasse alvo do governo norte-americano. Segundo Khalil, estudantes palestinos e pessoas que defendiam os direitos palestinos teriam sido deixados sem proteção diante de episódios de assédio no campus.

 

De acordo com os advogados do estudante, um dia antes de sua prisão, Khalil enviou uma mensagem à então presidente interina da universidade, Katrina Armstrong, e a outros integrantes da administração. No e-mail, ele teria solicitado providências para ampliar a proteção oferecida aos estudantes internacionais.

 

A advogada Brittany Finley, que representa Khalil, também criticou a postura da universidade. Segundo ela, a instituição tinha conhecimento dos episódios relatados no campus, mas não teria adotado as medidas esperadas pela defesa.

 

A Universidade Columbia contestou as acusações de forma geral. Em declaração ao jornal britânico The Guardian, a instituição afirmou que está comprometida em proteger sua comunidade contra discriminação e assédio e que procura responder de maneira rápida e adequada quando recebe denúncias.

 

OUTRAS MEDIDAS JUDICIAIS

 

Esta não é a primeira ação movida por Khalil contra a Universidade Columbia. Em março de 2025, ele entrou com outro processo para tentar impedir que a instituição entregasse registros disciplinares de estudantes a integrantes do Comitê de Educação e Trabalho da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

 

A comissão havia intensificado a atuação sobre universidades norte-americanas após o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023, e a onda de protestos em campi universitários em defesa dos palestinos.

 

Khalil afirmou ainda que pretende adotar novas medidas judiciais contra pessoas ligadas à universidade que, segundo ele, tiveram participação nos acontecimentos relatados.

 

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O novo processo deverá avançar na Justiça federal de Nova York, onde as acusações apresentadas pelo estudante serão analisadas. 

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