O censo foi coletado com todas as unidades do país de junho a setembro de 2024
Segundo o censo, 1.724 unidades não possuem nenhum médico. Quase metade desses casos está concentrada na região Nordeste. Por outro lado, as UBS com quatro ou mais médicos — que representam 15,1% do total — estão majoritariamente no Sudeste. O censo foi coletado com todas as unidades do país de junho a setembro de 2024.
A rede de atenção básica é responsável por serviços de saúde primários como prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. A maioria dos postos de saúde é composta por uma única equipe de Saúde da Família, formada por médico, enfermeiro e agentes comunitários. De acordo com o levantamento, 88,4% das unidades têm apenas uma equipe, o que explica a presença de apenas um médico por unidade na maioria dos casos.
Um exemplo é a UBS 19 de São Sebastião, no Distrito Federal, que atende cerca de 5 mil pessoas da região. Funcionários relatam que, em períodos de licença ou férias do único médico da unidade, não há substituto, o que leva à pausa das consultas e ao encaminhamento de pacientes para outras unidades.
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Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Fabiano Guimarães, a presença de ao menos uma equipe por unidade é positiva. No entanto, ele alerta que, em unidades com alta demanda, ter apenas um médico é preocupante.
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— Em pequenos municípios, que estão com uma população mais diversa, o mais importante mesmo é ter um médico numa unidade atendendo as pessoas. Isso não é ruim, desde que essa unidade básica atenda 3 mil, 3.500 pessoas. O ruim é ter uma UBS com 10 mil pessoas atendidas com um médico — afirma.
Fonte: O Globo