No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo
Entidades dizem que seus próprios funcionários enfrentam fome e que desnutrição vem matando em ritmo mais rápido desde o início do conflito no território palestino.Mais de 100 organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos alertaram nesta quarta-feira (23/07) que a situação de "fome generalizada" se espalha cada vez mais na Faixa de Gaza e atinge também seus funcionários.
No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo de ajuda por meio dos mecanismos coordenados pela ONU."À medida que o cerco do governo israelense mata de fome a população de Gaza, os trabalhadores humanitários agora se juntam às mesmas filas para receber alimentos, arriscando-se a ser baleados apenas para alimentar suas famílias", diz o texto.
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"Com os suprimentos agora totalmente esgotados, as organizações humanitárias estão vendo seus próprios colegas e parceiros definharem diante de seus olhos."O texto assinado por organizações como Médicos Sem Fronteiras (MSF), Save the Children, Oxfam, Cáritas e Anistia Internacional ainda pressiona outros governos a "pararem de esperar permissão para agir".
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"Acordos fragmentados e gestos simbólicos […] servem como uma cortina de fumaça para a inércia. Eles não podem substituir as obrigações legais e morais dos Estados de proteger os civis palestinos. Os Estados podem e devem salvar vidas antes que não haja mais ninguém para salvar", diz a carta.
Fonte: Revista Forum