A Refit, controlada pelo empresário Ricardo Magro, deve R$ 9,4 bilhões em impostos ao governo estadual, segundo a PF, e tem R$ 49,8 bilhões inscritos em dívida ativa da União
Mais de 130 trabalhadores demitidos por empresas ligadas ao grupo Refit terão que esperar até outubro para saber sobre o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 5,9 milhões destinado a garantir o pagamento de verbas rescisórias, FGTS e multas trabalhistas.
A audiência foi marcada para o dia 21 de outubro, na 2ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi apresentada pelo Sindicato dos Rodoviários Empregados nas Empresas de Produtos Perigosos do Estado do Rio de Janeiro, que solicita o bloqueio imediato de valores das empresas para assegurar os direitos dos trabalhadores.
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Segundo o sindicato, os funcionários foram demitidos entre junho e julho e receberam os Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCTs), mas não receberam os valores indicados nos documentos. A entidade também aponta atrasos ou ausência de depósitos do FGTS.
Na ação, o sindicato tenta responsabilizar empresas que fariam parte do grupo econômico da Refit, entre elas Logfit, 76 Oil, Flagler, Carinthia e Manguinhos Distribuidora. Também foram solicitadas a indisponibilidade dos bens dos sócios e a penhora de máquinas, equipamentos e veículos das empresas.
O pedido ainda prevê o acompanhamento do caso pelo Ministério Público do Trabalho. Embora a ação tenha sido apresentada em nome dos rodoviários, ex-funcionários de outras áreas também relatam dificuldades após as demissões.
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Um grupo de WhatsApp que reúne 239 trabalhadores demitidos registra relatos de problemas financeiros provocados pela falta de pagamento das rescisões. Entre as dificuldades estão despesas com aluguel, cartões de crédito e outras contas. Procurada, a Refit não se manifestou sobre a ação nem sobre os pagamentos pendentes.