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19/01/2019

Mais de 250 mil pessoas devem morrer por causa das mudanças climáticas até 2050

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Foto: Peter Parks / AFP

Eventos extremos podem deixar 100 milhões de pessoas à beira da pobreza até 2030, diz estudo

Uma pesquisa britânica divulgada esta semana alerta que as mudanças climáticas podem ser mais letais do que era previsto. Até agora, acreditava-se que os eventos extremos provocariam até 250 mil óbitos por ano entre 2030 e 2050. O novo estudo, porém, acredita que esta análise é “conservadora” e desconsidera fatores que não teriam relação direta com as doenças.

 

O cálculo das 250 mil mortes foi divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2014, baseado nos efeitos ao organismo provocados pelas mudanças climáticas, como malária, diarreia e desnutrição.
 

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No entanto, o epidemiologista Andrew Haines, ex-diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, pontuou que quantificar o impacto das mudanças climáticas “é mais difícil do que isso”, e que algumas consequências do aumento da temperatura global “não foram levadas em consideração”.


— Há o deslocamento da população e uma série de fatores adicionais, como a produção de alimentos, e como o calor limitará a produtividade de agricultores em regiões tropicais — explicou Haines, coautor do estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”.


Somente a escassez de alimentos provocaria 529 mil mortes de adultos até 2050. Além disso, as mudanças climáticas rebaixariam 100 milhões de pessoas à pobre extrema até 2030, e esta população, por ter piores condições de vida, estariam mais vulneráveis a problemas de saúde.


Em entrevista à CNN, Haines acrescentou que os eventos climáticos são o maior problema ambiental enfrentado pela Humanidade, mas não o único a ameaçar a nossa saúde. O aumento caótico da temperatura provoca mazelas como o esgotamento dos recursos de água doce, a perda da biodiversidade, a acidificação dos oceanos, o desmatamento e a disseminação de espécies invasoras.

 

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— Precisamos entender urgentemente como proteger a saúde diante dessas tendências dramáticas, causadas pelas atividades que sustentam nossa economia — alertou.


Professora da Escola de Medicina da Universidade Harvard, Caren Solomon, que não participou do estudo, instou profissionais de saúde a considerarem as conclusões do relatório. No ano passado, a Associação Americana de Medicina divulgou resoluções pedindo o desinvestimento em empresas de combustíveis fósseis.


O Globo

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