Ataques com drones e mísseis atingem cidades como Odessa, Dnipro e Sumy, deixando mortos, feridos e apagões
A Ucrânia sofreu, entre a noite de sexta-feira e a manhã deste sábado (19), um dos ataques mais intensos desde o início da invasão russa, com mais de 300 drones e 30 mísseis disparados contra diversas regiões do país. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou os dados e informou que as ofensivas deixaram vítimas e causaram grandes danos em cidades como Odessa, Sumy, Dnipro e outras sete regiões
Em Odessa, no sul da Ucrânia, um drone atingiu um edifício residencial de nove andares, provocando um incêndio de grandes proporções. Pelo menos uma mulher morreu e seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança. Segundo o prefeito da cidade, Gennady Trukhanov, mais de 20 drones atacaram Odessa durante a madrugada.
Na cidade de Pavlograd, localizada na região de Dnipro, o cenário também foi de destruição. “Foi uma noite e uma manhã infernais”, afirmou o administrador regional Sergi Lisak, que classificou o bombardeio como “o ataque mais massivo desde o início da guerra”. O fogo cruzado destruiu um quartel do Corpo de Bombeiros, instalações industriais e um prédio residencial de cinco andares.
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Na região de Sumy, ao nordeste, a cidade de Shostka teve parte de sua infraestrutura civil danificada, e milhares de moradores ficaram sem energia elétrica. A capital regional também foi atingida.
Já a área de Kiev enfrentou um novo ataque com drones iranianos Shahed, o primeiro após a visita do enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o general Keith Kellogg, que deixou a cidade nesta semana. Mais de 20 drones foram interceptados pelas defesas aéreas ucranianas, segundo as autoridades locais. Não há registro de vítimas na capital. “O trabalho de resgate, assistência e reconstrução das áreas atingidas já está em andamento”, afirmou Zelensky nas redes sociais.

Foto: Reprodução
Do lado russo, o Ministério da Defesa informou neste sábado que suas forças derrubaram 71 drones ucranianos nas últimas horas, sendo 16 deles na região de Moscou. Outros 24 drones foram abatidos em Rostov, região fronteiriça com a Ucrânia, onde uma pessoa ficou ferida e precisou ser hospitalizada. Em Bryansk, também na fronteira, mais 10 drones teriam sido destruídos, de acordo com fontes militares russas.
Em meio à escalada da guerra, a Ucrânia recebeu novos reforços. O embaixador ucraniano na Austrália, Vasil Miroshnichenko, anunciou pelas redes sociais que a maioria dos 49 tanques M1A1 Abrams doados pelo governo australiano já chegou ao país. Segundo ele, os veículos restantes serão entregues “nos próximos meses”.
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“Em nome do governo e do povo ucraniano, expressamos nossa mais sincera gratidão ao primeiro-ministro Anthony Albanese e ao vice-premiê Richard Marles”, escreveu Miroshnichenko..
Fonte: Ao Minuto