As 87 organizações e sindicatos afirmam estar cientes de que, ao deixar o X, estarão perdendo um canal importante para promover suas ações
Mais de 80 associações francesas, incluindo a Liga dos Direitos Humanos (LDH), France Terre d’asile (França Terra de Asilo) e Emmaüs France, anunciaram nesta quarta-feira (15/1) no jornal Le Monde que deixarão o X (antigo Twitter) em cinco dias. Para elas, a plataforma, sob a direção do bilionário Elon Musk, se tornou “um sério perigo”
Na declaração, as 87 organizações e sindicatos que atuam na luta contra a exclusão social, pela solidariedade, defesa do meio ambiente, das liberdades públicas e da liberdade de imprensa, afirmam estar cientes de que, ao deixar o X, estarão perdendo um canal importante para promover suas ações e sensibilizar a população.
“Mas esse instrumento, que no início podia ser visto como um novo espaço de liberdade de expressão, se tornou um grave perigo para a liberdade de expressão e para o respeito à dignidade das pessoas”, ressaltam organizações como a organização de luta pelo direito dos imigrantes Cimade, as associações pelo meio ambiente France Nature Environnement e Greenpeace França, e a de defesa dos direitos de pessoas com deficiência APF France Handicap.
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Elas criticam especialmente “a ausência de moderação e o ajuste dos algoritmos”, que, segundo elas, favorecem a proliferação de conteúdos de ódio, teorias conspiratórias e negacionismo climático.
As organizações também convidam “todas as pessoas que se preocupam com suas causas” a “deixar o X de maneira massiva”, mas informam que continuarão a se comunicar por meio de outras plataformas de redes sociais, como Bluesky e Mastodon.
Anúncios de abandono do X no dia 20 de janeiro, data da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que nomeou Elon Musk para liderar o ministério de “eficiência governamental”, vêm se multiplicando nas últimas semanas. Na França, organizações sindicais ou de saúde pública, como a Assistance publique-hôpitaux de Paris, que reúne 38 hospitais, órgão de imprensa e o Memorial de Caen, sobre a Segunda Guerra Mundial, também anunciaram sua saída.
Na Europa, mais de 60 universidades da Alemanha e Áustria anunciaram, no dia 10 de janeiro, sua retirada da plataforma, preocupadas com os desvios antidemocráticos do X.
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Diante das acusações de espalhar desinformação e não alocar recursos suficientes para moderar as interações, Elon Musk defende uma visão radical da liberdade de expressão e rejeita qualquer forma de censura.
Fonte: Metrópoles