Agência da ONU propõe ampliar acordos que convertam débitos em recursos para escolas, professores e estudantes, enquanto a ajuda internacional ao setor pode cair até 30% até 2027
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) defendeu que governos e credores internacionais ampliem os programas de troca de dívidas por investimentos em educação. A proposta busca aliviar a pressão financeira sobre países endividados e garantir mais recursos para escolas, formação de professores e melhoria do ensino.
Segundo a entidade, 113 países atualmente gastam mais com o pagamento de dívidas do que com a educação de suas populações. Em nações de baixa renda, os gastos com o serviço da dívida chegam a ser quase quatro vezes maiores do que os investimentos destinados ao setor educacional.
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O mecanismo permite que países refinanciem ou renegociem dívidas e direcionem a economia obtida para projetos educacionais. A Unesco cita iniciativas que já deram resultados positivos, como acordos firmados com Costa do Marfim e Peru, que financiaram a construção de escolas e dezenas de projetos voltados à educação.
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A organização também alertou para a redução da ajuda internacional destinada ao ensino. A previsão é que o financiamento global para a educação diminua significativamente nos próximos anos, tornando ainda mais urgente a adoção de alternativas que garantam recursos para o setor e ampliem o acesso à educação de qualidade.