Pacientes precisaram aguardar, em média, 52 dias para realizar um procedimento em 2024
O maior tempo médio foi registrado no Tocantins, estado que, segundo os dados, teve 1.408 pedidos de cirurgia de catarata em 2024. Esse prazo se refere desde o momento em que a solicitação é feita pelo paciente até a data do procedimento, sem contar a espera por consultas e exames prévios.
Como revelou o GLOBO, o tempo médio para consultas e cirurgias no SUS se manteve em um patamar recorde desde o fim da pandemia de Covid-19. Pacientes precisaram aguardar, em média, 52 dias para realizar um procedimento em 2024.
Ferramenta exclusiva desenvolvida pelo GLOBO permite buscar o tempo médio para consultas e cirurgias em cada estado do país, de acordo com a especialidade. Além disso, o mapa interativo mostra a distribuição de médicos especialistas no SUS em cada cidade do país.
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Os dados são do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), programa do Ministério da Saúde abastecido com informações enviadas pelos estados e municípios, obtidos pelo GLOBO via Lei de Acesso à Informação (LAI). No caso da cirurgia de catarata, o segundo estado maior tempo médio de espera no ano passado, após o Tocantins, foi o Amazonas, com 104 dias. Considerando a média nacional, o número cai para 45 dias.
De acordo com os dados do governo, 5,7 milhões de pessoas estavam esperando uma consulta no SUS e outras 600,4 mil aguardavam uma cirurgia em janeiro deste ano, incluindo todas as especialidade. Os dados são parciais, porque muitos estados e municípios utilizam sistemas próprios para controlar os atendimentos e não abastecem o sistema do Ministério da Saúde. Em fevereiro, o Ministério da Saúde afirmou que iniciaria um mutirão nacional para a redução de filas de cirurgias eletivas a partir de março.

Foto: Reprodução
A pasta afirma que a redução no tempo de espera de consultas, exames e cirurgias no SUS é a prioridade do novo ministro, Alexandre Padilha. A pasta tenta avançar com o Programa Mais Acesso a Especialistas, lançado em abril do ano passado com o intuito de tornar mais rápido o acesso da população ao atendimento em cinco áreas com mais demanda (oncologia, oftalmologia, cardiologia, ortopedia e otorrinolaringologia).
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Em nota, a pasta afirmou que tem adotado iniciativas que já ajudaram a reduzir as filas e, no ano passado, "registrou recorde histórico" de cirurgias eletivas. "Foram mais de 14 milhões de procedimentos realizados, um crescimento de 37% em relação a 2022", diz a nota.
Fonte: Revista Veja