Além da fumaça provocada por um incêndio em um lixão privado, a capital do Amazonas enfrenta nesta quarta (8) previsão de calor de até 38°C, umidade relativa do ar em torno de 35% e risco elevado para novos focos de queimadas
Manaus amanheceu nesta quinta-feira (8) coberta por uma densa camada de fumaça, que reduziu a visibilidade em diferentes regiões da capital amazonense. A situação foi provocada pela combinação do tempo seco com a fumaça de queimadas e, principalmente, por um incêndio de grandes proporções em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste.
Dados de monitoramento ambiental apontaram concentrações de partículas acima de 300 microgramas por metro cúbico em alguns pontos. Na Região Metropolitana de Manaus, os índices chegaram perto de 500 microgramas por metro cúbico, níveis considerados críticos para a qualidade do ar.
O incêndio na área de descarte já havia atingido mais de 15 mil metros quadrados até a noite de quarta-feira (7), segundo informações do Corpo de Bombeiros. As equipes continuavam trabalhando para controlar focos que avançaram para camadas mais profundas do terreno. As causas do fogo ainda são investigadas, e a hipótese inicial é de que uma fagulha ou outra fonte de ignição tenha iniciado o incêndio.
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A fumaça provocada pela queima de resíduos se espalhou por diferentes áreas da cidade durante a noite e a madrugada. A Prefeitura de Manaus também informou que, na noite de quarta-feira, a concentração média de partículas finas PM2,5 chegou a 114,6 microgramas por metro cúbico, classificação considerada “muito ruim”.

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Fotos: Reprodução
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Diante do cenário, a orientação das autoridades de saúde é reduzir a exposição à fumaça, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas. Também é recomendado evitar exercícios ao ar livre nos períodos de maior concentração de poluentes, manter-se hidratado e procurar atendimento médico em caso de falta de ar, chiado no peito ou agravamento de sintomas respiratórios.