Manaus voltou a amanhecer encoberta por uma densa camada de fumaça nesta sexta-feira (16), completando o nono dia consecutivo de poluição atmosférica intensa. O problema está relacionado às queimadas que atingem o Amazonas e outros pontos da região, enquanto o monitoramento ambiental registra concentrações elevadas de partículas finas suspensas no ar, prejudiciais à saúde da população.
Em diferentes áreas da capital, os índices de qualidade do ar chegaram às categorias muito ruim e péssima. As partículas finas, conhecidas como PM2,5, conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e agravar problemas de saúde, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. A exposição prolongada também pode provocar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e desconforto na garganta.
A situação ocorre em meio ao avanço dos incêndios florestais no Amazonas, favorecidos pela estiagem, pela vegetação ressecada e pela ocorrência de queimadas. Dados de monitoramento apontam milhares de focos de calor registrados no estado ao longo de outubro, mantendo a preocupação das autoridades ambientais. A fumaça pode se deslocar por longas distâncias, e as condições meteorológicas influenciam sua concentração e dispersão sobre a capital.
Veja também

Fumaça sufoca Manaus e prefeitura mantém escolas municipais sem aulas nesta sexta-feira
A persistência da poluição também aumenta a preocupação com a rotina dos moradores e o funcionamento de serviços públicos. Em episódios anteriores, a fumaça levou à suspensão preventiva de atividades presenciais e ao cancelamento de eventos ao ar livre em Manaus. A adoção de novas medidas depende da evolução dos índices de qualidade do ar e das orientações das autoridades responsáveis.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Diante do cenário, a recomendação é reduzir atividades físicas ao ar livre, evitar a exposição prolongada à fumaça e manter ambientes internos protegidos sempre que possível. Pessoas que apresentarem falta de ar, dor no peito ou agravamento de sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico. Enquanto os incêndios continuarem e as condições de dispersão permanecerem desfavoráveis, a população poderá seguir enfrentando períodos de ar comprometido na capital amazonense.