Evento segue até 30 de outubro e debate preservação da memória, gestão documental e soberania digital, com destaque para a diversidade e a identidade amazônica.
Manaus recebe, pela primeira vez na Região Norte, o Congresso Nacional de Arquivologia (CNA). A 11ª edição do evento começou nesta segunda-feira (26) e segue até 30 de outubro, reunindo profissionais, pesquisadores, professores, estudantes e representantes de instituições para discutir os desafios da gestão e da preservação de documentos na era digital.
Com o tema “Arquivos e Amazônia: sustentabilidade, soberania e diversidade na era dos documentos digitais”, o congresso busca ampliar o debate sobre a importância dos arquivos para a sociedade, incluindo o acesso à informação, a preservação do patrimônio documental e a garantia de direitos.
A programação teve início por volta das 16h desta segunda-feira, com a conferência de abertura. Na sequência, foram realizados lançamentos de livros e encontros com os autores das obras.
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Marcelo Araújo, chefe do Arquivo Público do Estado do Amazonas (Apeam), presidente da Rede de Arquivos e Memória da Amazônia (Rama) e integrante da comissão organizadora, destacou a importância de trazer o congresso para o Amazonas. Segundo ele, a realização do evento na região representa uma oportunidade para fortalecer a categoria e apresentar o potencial cultural, turístico e científico da Amazônia.
SEIS EIXOS TEMÁTICOS ORIENTAM OS DEBATES
As discussões do XI CNA estão organizadas em seis áreas: soberania informacional e tecnológica; sustentabilidade dos arquivos no Brasil; patrimônio, memória e territórios; ética, responsabilidade social e políticas públicas; formação e atuação profissional em Arquivologia; e gestão de documentos arquivísticos.
Os temas também têm impacto direto na vida da população. A organização e a preservação de documentos são fundamentais para garantir transparência nas instituições, proteger informações, preservar a memória coletiva e assegurar a continuidade das atividades administrativas nos setores público e privado.
Com o avanço da digitalização, o congresso também aborda os desafios de armazenar, proteger e garantir o acesso a registros digitais. Entre os assuntos em destaque está a soberania digital, considerada estratégica para a preservação da identidade e da história dos povos amazônicos.
Para Marcelo Araújo, manter o controle sobre os registros e o patrimônio digital é essencial para preservar costumes, origens e a memória das comunidades da região. Ele também ressaltou que a realização do congresso permite que participantes de outras partes do país conheçam melhor a Amazônia e suas transformações.
EVENTO AMPLIA VISIBILIDADE DA ARQUIVOLOGIA NO AMAZONAS
A realização do congresso em Manaus também é vista como uma oportunidade para valorizar os profissionais e estudantes da área. Eliane Gonçalves, doutora e coordenadora do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), afirmou que receber o evento contribui para ampliar a visibilidade da produção acadêmica e da atuação profissional no Norte do país.
Segundo a coordenadora, a iniciativa fortalece a cultura arquivística regional e incentiva os estudantes, que passam a ter maior contato com especialistas e experiências de outras regiões brasileiras.
A escolha da Amazônia como sede também reforça a necessidade de considerar a diversidade cultural, social e ambiental do país nas políticas de preservação documental e de acesso à informação.
LOCAL E INSCRIÇÕES
As atividades ocorrem até 30 de outubro, no Manaus Plaza Centro de Convenções, localizado na avenida Djalma Batista, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul da capital amazonense.
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Os interessados em participar podem consultar a programação, as informações sobre o congresso e os procedimentos de inscrição no site oficial do evento: fnarq.com.br.