Sacerdote italiano tenta retomar direitos como cardeal que foram destituídos pelo Papa Francisco após escândalos de corrupção
Giovanni Angelo Becciu, de 76 anos, teve seu nome ligado a acusações de nepotismo, corrupção e propinas e foi acusado de usar o fundo de doações de fiéis da Igreja Católica para a aquisição de um prédio em Londres. Becciu, porém, afirma ser inocente e deseja exercer o direito de voto no conclave que elegerá o próximo Papa, após a morte de Francisco.
INVESTIGAÇÃO DO CASO
Becciu se envolveu em um escândalo sobre o uso de fundos do Óbulo de São Pedro — sistema de arrecadação de doações da Igreja Católica comumente usado em obras de caridade — para a compra de um edifício em Londres.
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Na época, o cardeal ocupava a segunda maior posição na Secretaria de Estado do Vaticano, responsável pela gestão do fundo, e era a terceira principal autoridade da Igreja Católica. Ele nega que os donativos tenham sido usados para a aquisição do imóvel e alega inocência.
RETORNO AO VATICANO
Becciu ensaia uma volta para o Vaticano a partir do novo conclave que será realizado por conta da morte do Papa Francisco. Segundo ele, o fato de o Pontífice ter mantido seu título como cardeal seria uma prerrogativa de que poderia participar da votação.
Após ser convidado para as Congregações Gerais pré-conclave, como todos os outros cardeais, ele agora expressa sua intenção de também participar da votação para eleger o novo Papa.
— Referindo-se ao último consistório, o Papa reconheceu minhas prerrogativas cardinais intactas, já que não houve vontade explícita de me excluir do conclave nem solicitação de minha renúncia por escrito — declarou o cardeal ao jornal Unione Sarda.
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A Congregação Geral dos Cardeais terá de decidir sobre a reivindicação de Becciu. Entretanto, não será fácil conter a determinação do cardeal, que insiste veementemente em sua inocência e na ideia de ter sido "indultado" pelo Papa.
Fonte: Extra